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PSB dá a largada com mentiras sobre convenção de Paulo Câmara

terça-feira, 17 de junho de 2014

ATUALIZAÇÃO I
Tem gente que é besta. Tem gente que se faz de besta. E tem gente que tem a necessidade de se fazer de besta.

Certamente a pessoa que escreveu o seguinte comentário se enquadra no primeiro ou no último caso:

"cara vc além de tudo é burro com B maiúsculo ou não sabe que o evento aconteceu durante todo o dia,não é obrigado o cara ficar de 10:00 da manhã as 17:00. ou então se tivesse tanta dúvido nos números fosse e levasse uma catraca nas costas. eleitor do coronel usineiro e senador contra os empregados Armando monteiro"

Esse animal acha, ou finge achar, que desde as 10 da manhã o povo ficou entrando e saindo no Clube, sabendo que a chegada da chapa estava programada para um horário no final da tarde. Ele sabe, mas não quer ou não pode admitir que a convenção foi minguada hahahah


No último domingo, dia 15, ocorreu a convenção que homologou a chapa da FRENTE POPULAR ao governo de Pernambuco. Como já se sabe, o candidato é o senhor PAULO POSTE CÂMARA. Para vice, Jarbas Vasconcelos mente dizendo que indicou o nome de RAUL HENRY em troca de abrir mão de sua reeleição ao senado. A verdade é que Eduardo não lhe daria espaço na majoritária. Ao senado, para a vaga do decadente Jarbas, FERNANDO BEZERRA COELHO.

A organização do evento anunciou que 25 mil pessoas estiveram presentes ao evento. Agora vejam que interessante: No dia 29 de janeiro, o Jornal do Commércio divulgou que o Clube Português fora interditado e multado por haver divulgado que comporta 12 mil pessoas, quando, na verdade, está apto a receber 5 mil pessoas. Vejam bem... O próprio clube, inflacionando os números oficiais, diz que comporta 12 mil pessoas. Eduardo diz que 20 mil estiveram lá.

Mentira dele e de todos que estiveram por lá para lançar a chapa que tentará enganar vocês, caros e parcos leitores.

Como sabem, o DEM, que tem Mendonça Filho na presidência, está no meio dessa aliança. Eu, no entanto, não caminho com o partido e votarei em quem tiver chances de derrotar o PSB de Paulo e Eduardo.

Fim de um ciclo. DEM x PSB é coisa do passado

segunda-feira, 5 de maio de 2014





Depois de 2 décadas e meia, PSB e DEM deixam as arestas de lado e se unem em um mesmo projeto: o insignificante Paulo Câmara.

Em 86, o então PFL defendeu Zé Múcio contra Arraes. Hoje, Zé Múcio está com eles. Em 90, vencemos a eleição com Joaquim Francisco, num embate muito duro contra Jarbas, que tinha o apoio dos Arraes. Joaquim está com eles.

Em 1992, lançamos o nome de André de Paula, que depois foi líder do DEM na Câmara Federal, candidato a vice-prefeito e presidente estadual por mais de 14 anos. André de Paula está com eles.

Quando nosso candidato a prefeito, e vencedor da eleição, foi Roberto Magalhães, Arraes estava com Roberto Freire. Quando Magalhães disputou a reeleição, o PSB lançou Dilton da Conti e no segundo turno ficou com o PT de João Paulo. Roberto Magalhães está com eles.

Ao longo de todo esse tempo, defendemos o legado de Jarbas, que, diuturnamente, era apontado pelo PSB como exemplo de fracasso na gestão pública. Jarbas foi achincalhado pelo PSB. Jarbas achincalhou o PSB. Jarbas também está com eles.

Claro, tudo em nome da NOVA POLÍTICA. 

Quando o pior dos piores apareceu, João da Costa para prefeito de Recife, o PSB estava lá, junto e indicando o vice.

Veio Geraldo Júlio e todos estavam juntos. Todos menos o DEM. Seguiu coerente. Independente e sem se curvar ao poder de plantão.

Toda essa resistência cesou. Forçados pelas circusntâncias, o DEM cedeu e hoje também está com eles.

É verdade que andar lado a lado com Armando Monteiro seria muito contraditório para um partido que tem um líder de oposição brilhante como Mendonça Filho, que todos os dias bate no governo Federal.

Roberto Magalhães é primo de Armando. O pai de Mendonça votou em Armando para o senado. Nos maiores colégios em que é votado (Belo Jardim, Santa Cruz e outros), a vontade do eleitorado de Mendonça Filho era uma aliança em torno de Armando. Nada disso foi o bastante para convencê-lo de que apoiar o PSB não seria pior do que apoiar o PTB.

Mendonça não conseguiria andar na companhia de Armando e organizar um evento para anunciar apoio ao senador com a presença de João Paulo, Humberto, Teresa Leitão e outros petistas. Não dá para apontar incoerência, ainda mais quando lembramos o fato de que foi Eduardo e o PSB que mudaram. Foram eles que abandonaram as asas do governo e caminharam para a oposição.

Francamente, eu não via outra hipótese a não ser essa de apoio ao PSB, uma vez que o PSDB não lançou candidato, e também está com eles.

Mendonça talvez tenha esquecido a galinha que o PSB colocou à porta de sua mãe. Talvez tenha esquecido tantas acusações mentirosas que inventaram contra seu governo e contra as empresas de seu pai. Talvez esqueça o empenho de Eduardo e do PSB em acabar com o DEM, ao apoiarem a criação do PSD. 

Eu não esquecerei.

Quem quiser que ande com essa gente, que não economizou esforços para acabar conosco e aplaudia Lula, quando este dizia que iria EXTIRPAR O DEM. Esses que agora discursam reconhecendo ações da gestão JARBAS/MENDONÇA são os mesmos que divulgavam notas até semanas atrás criticando tudo que existia em Pernambuco até 2006.

Apoiar a candidatura de Paulo Câmara é apoiar todo o discurso do PSB ao longo dos tempos que nos colocam como antagonistas do Estado.

Apoiar um mero desconhecido, que não será governador, e sim governado, implica em reconhecer os feitos da gestão de Eduardo como governador, embora tenhamos sido oposição a ele durante 7 anos e 3 meses.

EU SOU DEM E DIGO NÃO A PAULO CÂMARA.

Traição não é só no lado de cá!

quarta-feira, 18 de setembro de 2013



Eduardo Campos resolveu entregar os cargos que seu partido, o PSB, ocupa no governo Dilma. Isso, segundo ele diz, não é um rompimento.

É a primeira vez que alguém quando rompeu, não entregou cargos, e quando entregou cargos, não rompeu.

Leiam a carta que endereçou, como presidente do partido, à presidente Dilma:

“À Sua Excelência Senhora Dilma Rousseff

Em mãos.

Senhora Presidenta,

Desde 1989, quando da criação da “Frente Brasil Popular”, o Partido Socialista Brasileiro integra, juntamente com o Partido dos Trabalhadores e outros do campo da esquerda, a base política e social que, durante as sucessivas eleições presidenciais de 1989, 1994, 1998 e no segundo turno de 2002, apoiou e, finalmente, levou à Presidência da República, o companheiro Luís Inácio Lula da Silva, cujo governo contou com nossa participação, colaboração e sustentação, no Executivo e no Parlamento. 

Convidado a ocupar funções governamentais, nosso partido contribuiu para os avanços econômicos e sociais proporcionados ao país pelo governo do honrado presidente Lula, dedicando seus melhores esforços e sua total lealdade nos momentos mais difíceis dos oito anos de mandato.

Em março de 2010, embora contássemos com um pré-candidato à presidência da República e fosse desejo manifesto de nossa base e das lideranças do partido o lançamento de candidatura própria, o PSB, a partir de uma profunda reflexão e discussão política com o companheiro Lula, abdicou dessa legítima pretensão e decidiu integrar a frente partidária que apoiou a candidatura de Vossa Excelência à Presidência da República. 

Quando da formação do governo, Vossa Excelência convidou-nos para discutir nossa participação, ocasião em que manifestamos a possibilidade de apoiar sua administração sem necessariamente ocupar cargos. Vossa Excelência, entretanto, expressou o desejo de quadros do PSB na administração, com o que concordamos sem apresentar condicionantes.

Neste momento, temos sido atingidos, sistemática e repetidamente, por, comentários e opiniões, jamais negadas por quem quer seja, de que o PSB deveria entregar os cargos que ocupa na estrutura governamental, em face da possibilidade de, legitimamente, poder apresentar candidatura à presidência em 2014.

Longe de receber tais manifestações como ameaça, o Partido Socialista Brasileiro - que nunca se caracterizou pela prática do fisiologismo - reafirma seu desapego a cargos e posições na estrutura governamental, e reitera que seu apoio a qualquer governo jamais dependeu de cargos ou benesses de qualquer natureza, e sim do rumo estratégico adotado que, a nosso ver, deve guardar identidade com os valores que alicerçam a trajetória política do nosso partido. 

Nossas divergências, todavia, não impediram nosso apoio ao governo de Vossa Excelência, mas pretendemos discutir com a sociedade, de forma mais ampla e livre.

O Partido Socialista Brasileiro, nos seus 60 anos de presença na vida política nacional, jamais transigiu ou negociou suas convicções e seus ideais programáticos.

Com longa tradição na luta pela democracia e pela justiça social, o PSB participou ativamente de importantes momentos da vida nacional, como a memorável campanha do “Petróleo é nosso”, a luta pela reforma agrária, a luta pelas 'Diretas Já' e pela democratização do país. Sempre nos inspiraram exemplos como os de nossos companheiros João Mangabeira, Hermes Lima, Barbosa Lima Sobrinho, Evandro Lins e Silva, Antônio Houaiss, Miguel Arraes e Jamil Haddad.

É justamente pelo apego a essa história que o partido, nos últimos anos, vem merecendo o reconhecimento da sociedade brasileira refletido no seu crescimento nas sucessivas vitorias eleitorais. 

Por todas essas razões, o PSB vem à presença de Vossa Excelência, formalmente, declinar de sua participação no governo, entregando os cargos que ora ocupa, ao mesmo tempo em que reafirma que permanecerá, como agora, em sua defesa no Congresso Nacional. Esta decisão não diz respeito a qualquer antecipação quanto a posicionamentos que haveremos de adotar no pleito eleitoral que se avizinha, visto que nossa estratégia – que não exclui a possibilidade de candidatura própria – será discutida nas instâncias próprias, considerando nosso programa e os mais elevados interesses do país e a luta pelo desenvolvimento com igualdade social.

Saudações Socialistas,

Eduardo Campos
Presidente Nacional do PSB.

DEM se recupera, mas fica na torcida por Eduardo Campos (PSB)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012




Josué Nogueira - Diário de Pernambuco


Paciente que dava sinais de estar num franco processo de falência respiratória, o Democratas renovou o fôlego com a conquista das prefeituras de Aracaju (SE) e Salvador (BA) nas eleições de outubro. No entanto, a reação ainda não dá ao partido condições de traçar planos e tomar decisões em relação ao futuro. Como um corpo que ainda convalesce, a legenda precisa se dar um tempo. E aproveita esta fase em que recupera forças para refletir, observar, exercitar a paciência.

A discussão relacionada, por exemplo, à possível fusão com PSDB ou PMDB – situação cogitada ao longo da campanha – entra em banho-maria. O mesmo ocorre em relação à aproximação do partido, em Pernambuco, com o PSB. O assunto foi especulado meses atrás. Segundo informações que correram nos bastidores, o presidente estadual do DEM, deputado federal Mendonça Filho, teria chegado a conversar com o governador Eduardo Campos. O diálogo teria sido construído a partir de acertos relacionados à campanha deste ano – o parlamentar concorreu, sem sucesso, à Prefeitura do Recife.

Mendonça frisa que tudo continua como antes. Ele e o partido, diz, permanecem na oposição no planos federal e estadual. E acrescenta que é difícil prever agora quais serão os desdobramentos dos bons ventos que sopram a partir de Sergipe e da Bahia. “Precisamos saber como tudo vai se configurar. Não vou me reposicionar em função do que ocorreu em 2012. Temos que olhar para o futuro”, disse. “Não se sabe como o PT vai se portar em Pernambuco e no Brasil em relação ao PSB por exemplo. Vai romper?”, indagou.

É esta incógnita sobre a rearrumação de forças que impõe ao partido “abrir a cabeça e ter calma”. A partir da reconfiguração futura é que o DEM vai se posicionar. “Reduzimos o nosso tamanho, mas dentro do quadro de fracionamento dos partidos podemos relativizar nossa importância. O tamanho não é ideal, mas temos duas capitais e isso é relevante. O que tem mais, tem cinco (o PSB)”, destaca. 

Também deputado federal pelo DEM pernambucano, Augusto Coutinho concorda que é hora de refletir, mas seu discurso guarda aflição. “É preciso fazer alguma coisa. Uma fusão, uma refundação. Não dá para fazer vista grossa”, salienta. Ele observa que as mudanças a que o partido se impôs, trocando de nome e de modo de se relacionar com sociedade, não surtiram efeito. A severidade com que o DEM agiu em casos de corrupção – José Roberto Arruda e Demóstenes Torres – não se reverteu em votos.


DIGO EU
Não sei quais as fontes de Josué, o repórter do Diário. Repetidamente, os deputados do DEM reafirmam que são OPOSIÇÃO a Eduardo. Isso pode mudar à medida em que o governador se afasta do PT apenas...

A relação entre PT e PSB na eleição

quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Fiz uma análise das parcerias (ou não) entre PSB e PT nas capitais. A partir disso, podemos ver se Eduardo tem razão ao se queixar do pouco apoio que teve do PT, ou o PT tem razão ao reclamar que Eduardo agiu para enfraquecer a legenda.

O PSB apoiou o PT em 5 capitais:
Rio Branco-AC; (venceu)
Salvador-BA; (perdeu)
Vitória-ES; (perdeu)
São Paulo-SP; (venceu)
Goiânia-GO (venceu)

O PT apoiou o PSB em apenas 2 capitais:
Macapá-AP; (perdeu)
Aracaju-SE (perdeu)

O PSB não apoiou os candidatos do PT (mesmo sem ter candidato próprio) em 5 capitais:
Belém-PA; (venceu o candidato que o PSB apoiou, do PSDB)
São Luís-MA; (venceu o candidato que o PSB apoiou, do PTC)
Porto Alegre-RS; (ambos perderam)
Campo Grande-MS; (ambos perderam)
Natal-RN; (no 2° turno, o PT apoiou o mesmo candidato do PSB e venceram)

O PT não apoiou os candidatos do PSB (mesmo não tendo candidato prório), em 2 capitais:
Manaus- AM; (ambos perderam)
Curitiba-PR; (venceu o candidato apoiado pelo PT, do PDT)

PSB e PT disputaram em 7 capitais
Porto Velho-RO; (no 2° turno, o PT apoiou o PSB e perderam)
Teresina-PI; (no 2°turno, ambos apoiaram o PTB e perderam)
Fortaleza-CE; (disputaram o 2° turno, e o PSB venceu)
Cuiabá-MT; (disputaram o 2° turno, e o PSB venceu)
João Pessoa-PB; (venceu o PT)
Recife-PE; (venceu o PSB)
Belo Horizonte-MG; (venceu o PSB)

Não tiveram candidatos e apoiaram candidatos diferentes em 2 capitais;
Maceió-AL; (perderam ambos)
Florianópolis-SC; (venceu o candidato apoiado pelo PSB)

Não tiveram candidatos e apoiaram o mesmo candidato em 3 cidades
Palmas-TO; (perderam)
Boa Vista-RR; (perderam)
Rio de Janeiro-RJ; (venceram)

1- No cômputo total, PT e PSB estiveram juntos em 10 capitais.

PSB APOIANDO CANDIDATO DO PT O PSB apoiou 5 candidatos do PT, obtendo 3 vitórias (São Paulo, Goiânia e Rio Branco)  e 2 derrotas (Salvador e Vitória).

PT APOIANDO CANDIDATO DO PSB
Em 2 cidades, foi o PT que apoiou o PSB, apenas derrotas (Aracaju e Macapá).

PSB e PT apoiando OUTROS PARTIDOS JUNTOS
Nas 3 em que apoiaram o mesmo candidato, de outro partido, 2 derrotas (Palmas e Boa Vista) e 1 vitória (Rio de Janeiro).

SINTETIZANDO, O PSB APOIOU MAIS PT DO QUE PT APOIOU PSB.

2- PT e PSB estiveram separados em 16 capitais

ENFRENTAMENTO DIRETO PSB X PT
PT e PSB brigaram em 7 capitais. O PSB venceu em 4 (Recife, Fortaleza, Cuiabá e Belo Horizonte. O PT apenas em 1 (João Pessoa). Ambos perderam em Teresina e Porto Velho).

Em outras 9 cidades, os partidos não estiveram juntos por preferirem se juntar a outros.

PSB APOIANDO ADVERSÁRIOS DO PT
O PSB se juntou a adversários de candidatos do PT em 5 cidades, vencendo o pleito em 3 delas (Natal, São Luís e Belém- nas duas últimas, apoiando o PSDB). Em outras 2 (Porto Alegre e Campo Grande), nem o apoiado PSB nem o candidato do PT venceram. O PT não ganhou em nenhuma cidade onde o PSB tenha preferido outro nome.

PT APOIANDO ADVERSÁRIOS DO PSB
Em 2 outras cidades, foi o PT que não quis apoiar o candidato do PSB. Em Manaus, ambos perderam, e em Curitiba, venceu o apoiado pelo PT.

PT E PSB APOIANDO CANDIDATOS DIFERENTES DE OUTROS PARTIDOS
Houve ainda 2 cidades em que, sem candidatos, PT e PSB apoiaram candidatos diferentes. Em 1(Maceió), ambos perderam, e em outra(Florianópolis), venceu o que o PSB apoiou.

Fica evidente, pois, que o PSB foi muito mais feliz tanto no enfrentamento direto (4x1) como também quando resolveu apoiar adversários do PT (pois venceu em 3 delas, enquanto o PT venceu em apenas 1 em que apoiou adversários do PSB). E mais: além de tudo isso, ainda pode dizer que foi mais leal, apoiando mais Petistas, do que estes apoiando os socialistas.

Eduardo Campos fala à Folha de SP

domingo, 8 de julho de 2012







Folha - Que crise é essa do PSB com o PT?

Eduardo Campos - Não damos dificuldades para o governo Dilma. Significa que nosso partido vai ser satélite do PT? Não é da nossa história, nem da nossa política.

É essa a raiz da discórdia, não querer ser satélite do PT?

O que tem Fortaleza a ver com Belo Horizonte? São Paulo a ver com Recife? O PSB agora virar inimigo oculto do PT chega a ser ridículo. Ser colocado como inimigo número um e a gente ver históricos adversários virarem amigos de sempre. Está errado.

O senhor está falando de Paulo Maluf [que se aliou ao PT em São Paulo]?

Estou falando de muitos outros, não só do Maluf. Você vê em Curitiba: Gustavo Fruet [ex-tucano e ex-deputado de oposição] virar o melhor amigo do PT, e o PSB virar o inimigo? Nós não vamos fazer o jogo de alguns, que querem afastar de Dilma aqueles que têm mais identidade com o governo dela.

O sr. está falando do ex-ministro José Dirceu?

De todos. Se estiver nisso, falo dele também. A história que nos trouxe até aqui não deve colocar dúvida na cabeça do presidente Lula, nem na minha, nem na da presidente Dilma sobre a qualidade da relação que temos.

Mas chegou perto, né? Ele chegou a ter essa dúvida...

Vamos ter que ter paciência para esperar a história daqui pra frente. Quem viver 2014, verá. Porque eu já vi muita gente ser subserviente, agradável, solidária em meio de mandato e, quando bate a primeira crise, muda imediatamente de lado. Como nunca mudamos de lado, eu sei onde vou estar em 2014.

Onde?

Do lado que sempre estive. Acho que o PSB deve em 2014 apoiar Dilma para se reeleger presidente.

O sr. não será candidato...

E quem disse que eu seria?

Seus correligionários...

Toda vez que fui candidato, eu disse que era candidato. Ser candidato contra Dilma só porque eu quero ser? Ela está na Presidência e tem a prerrogativa da reeleição. Para a reeleição de Dilma, o problema não somos nós.

Qual é o problema?

O próprio partido dela [o PT] cria mais problema para ela do que o PSB. No sentido que vocês noticiam e no sentido de tentar tirar de perto dela quem pode ajudá-la.

Se a economia erodir a popularidade da Dilma e Lula não for candidato, o sr. sai para a Presidência?

Não trabalho com essa hipótese. Temos debates muito mais importantes do que [debater] quem será prefeito dessa ou daquela cidade.

O que está em jogo é o ciclo de expansão econômica com inclusão social. O consumo ainda pode dar algum resultado, mas chegou a hora de fazermos um grande esforço para alavancar investimentos públicos e privados. Essa que é a pauta brasileira, não essa futrica.

O PSB está avançando nos Estados, no Congresso. Vocês pedirão a vice do PT em 2014?


Nunca fizemos isso. Agora mesmo, em São Paulo, o PT escolheu a [deputada Luiza] Erundina [do PSB, para vice do petista Fernando Haddad]. Lula buscou um quadro da minha geração, o Haddad. Se fôssemos o inimigo número um do PT, não teríamos sido os primeiros a apoiá-lo. Colocamos a vice que o PT entendia que era a que mais ajudava, a Erundina.

Ela não ajudou muito...

Quando ela saiu, liberamos Haddad para escolher o nome que quisesse. Foi isso que fizemos com largueza de coração.

Com tanta frustração, o que o segura ao lado do PT?

Não vou sair desse itinerário. Temos uma frente política construída há muitos anos, que ajudou o Brasil a melhorar. Claro que minha relação com o presidente Lula, que eu conheci ainda menino, a ajuda que ele me deu e a meu Estado eu prezo muito.

O PT diz que o senhor é uma espécie de monstro criado por Lula, que o ajudou muito com recursos.

Pago preço do ciúme que muitos têm. Mas Lula sabe também que conta conosco. Em 1989, [o avô de Campos, Miguel] Arraes era governador de Pernambuco, tendo voltado de 16 anos do exílio, e o PT gritava na porta do palácio: "Arraes, caduco, Pinochet de Pernambuco". Mas isso não impediu meu avô de abraçar a primeira eleição de Lula, porque nós não fazemos política tendo como referência a guerra de espaço, de aparelhar, de ter uma garrafa a mais [no governo]. Nossa referência na política é o interesse do povo e do país.

O PT aparelha?

Não. Estou dizendo que somos diferentes, formas diferentes de pensar, ver o mundo. Você não pode imaginar que o Brasil deste tamanho vai ter um partido único, que vai ser dono da verdade, dono do poder, dos 5.000 municípios, dos 27 Estados, do Brasil, por um século. Você não pode imaginar que esse seja o projeto do povo brasileiro. É bom que tenha alternância de poder. É importante ter a perspectiva do contraditório.

Em 2014 serão 12 anos de PT no poder. É muito?

Acho que dá para ter 16. Eu só, não. A sociedade também está achando. Como o PSDB está em São Paulo há 16 anos.

E está bom 16 anos de PSDB em São Paulo?

O povo achou que sim.

Dá para ter 20 anos de PT?

Vinte? Há um ciclo que vai se abrir no Brasil depois de 2014. É um ciclo até geracional, tanto na oposição quanto no campo do governo. Agora, atropelar isso em nome de projeto pessoal não é uma coisa correta. Dilma está presidente da República sem nunca ter pedido para ser candidata.

A base aliada reclama de Dilma. O senhor faz algum reparo ao estilo dela?

Ela tem a base muito ampla. Acho que não há dificuldade insuperável. Vamos ajudá-la a proteger o Brasil da crise. Não podemos permitir que joguem a presidente nesse debate da eleição municipal.

Mas ela entrou na articulação de Belo Horizonte.

Em BH eu compreendo, da mesma forma que ela compreende minha articulação aqui em Recife. Precisamos dar força a ela para o governo ganhar [na economia] o ano de 2012. Dilma não tem por que jogar carga ao mar.

É um pedido para ela não ajudar Humberto Costa [candidato petista de Recife]?

Não. Tem coisas que não se pede, eu sei que ela é justa.

Se 2014 é o ano da Dilma, e 2018 será um novo ciclo, não há mais espaço para o Lula?

Lula sempre terá espaço. Agora, o que eu tenho ouvido dele é que o seu grande objetivo é ajudar Dilma a se reeleger.

O moído tá grande em Sanharó também

domingo, 17 de junho de 2012

Não é só em Belo Jardim que o moído tá grande no período de convenções.Em Sanharó, vejam o que tá pegando, em reportagem da Folha de PE


Com a proximidade das eleições, as negociações ficam mais tensas em alguns municípios e partidos que caminhavam como aliados começam a romper, alegando defesa de interesses. Em Sanharó não foi diferente, e o vice-prefeito José Neldson (PSB) anunciou seu rompimento com o prefeito César Freitas (PCdoB). De acordo com o socialista, o comunista não honrou os compromissos firmados na formação da coligação que o elegeu em 2004 e reelegeu em 2008. “Nosso acordo previa que, este ano, a chapa majoritária seria com PSB e PCdoB, e o prefeito não cumpriu isso”, contou Neldson.


O vice reclama que a dobradinha deveria ser invertida nesta eleição - com PSB como cabeça de chapa -, mas ao invés disso os comunistas anunciaram uma candidatura própria - com Fernando Fernandes (PCdoB) -  tendo o PP na vice. O indicado para a vaga foi Arthur Guimarães. “Não teve debate. Eles já botaram a candidatura nas ruas sem consultar os aliados, sem discutir com ninguém a decisão”, protestou o socialista.


Agora, o PSB local pretende lançar um nome de seus quadros de forma independente e já busca apoios para montar o palanque em Sanharó. “Eles - os membros do PCdoB - não nos deixaram outra saída a não ser ir em frente com uma candidatura de outra coligação”, explicou Neldson. O nome socialista para a disputa ainda não foi definido e só deve ser anunciado na convenção do partido, marcada para o próximo dia 28. “É legítimo de nossa parte pleitear essa candidatura e promover um rompimento, já que o prefeito não honrou seus compromissos”, finalizou o vice.

Diogo Moraes quer JM no PSB

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Minhas fontes palacianas dão conta de que JM deve ir ou para o PSB ou PSD. sendo para o primeiro, seu vice seria Valdemir Cintra. Sendo o segundo, seu vice seria Moacir Cintra.

Vamos ler o que publicou hoje em seu blog Inaldo Sampaio

O deputado Diogo Moraes (PSB) conversou hoje no Palácio das Princesas com o chefe da Casa Civil, Tadeu Alencar, sobre o quadro político de Belo Jardim.

Ele é radicalmente favorável à entrada do ex-prefeito João Mendonça (ex-DEM) no PSB dizendo que ele está identificado com o governo Eduardo Campos e reúne amplas condições de unificar as oposições para derrotar o prefeito Marcos Coca Cola (DEM).

“João candidato e as oposições unidas vai quebrar a cabeça de muita gente”, disse o deputado Diogo Moraes. A entrada do ex-prefeito no PSB não é bem vista pelo ex-deputado Cintra Galvão, que no entanto não tem poder de veto porque é filiado ao PTB.

Para Diogo, o PSB precisa de uma presença forte em Belo Jardim por se tratar de um município com mais de 40 mil eleitores e a “bola da vez” é João Mendonça porque Cintra é de Armando (Monteiro) e Coca-Cola é do DEM (Mendonça Filho).

Quem vai apagar a luz? Acho que eu.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Amigos, o ex-prefeito de Tacaimbó, Paulo Chaves, e todo seu grupo político aderiram ao deputado estadual Vinicius Labanca, do PSB.

http://blogdbrito.blogspot.com/
Ainda assim, Paulo segue orientações do DEM, jpa que seu deputado federal segue sendo Augusto Coutinho.

Por outro lado,dois prefeitos do interior: José Barbosa, de São José da Coroa Grande, e Eduardo Tabosa, de Cumaru irão para o PSD presidido por André de Paula.

O que tem? Os ratos vão-se, e a nau segue navegando.

Mendonça e Krause falaram ao JC depois de uma reunião da executiva do DEM ontem no Recife. Confiram:




Eduardo Campos se amostra em rede nacional

terça-feira, 10 de maio de 2011



Ele quer é ser presidente. Fica querendo, safado!

Deputado Bringel dribla o governo

terça-feira, 29 de junho de 2010


Vejam os senhores como opera o governo do estado quando se esbarra em alguém que lhe faz oposição.

O Blog de Inaldo Sampaio, que é o blogueiro oficial do governo, diz

O secretário especial de Articulação Política, Gilberto Rodrigues, confirmou hoje ao blog que o governo vai, de fato, retaliar o deputado Emanuel Bringel (PSDB), por ter descumprido o acordo mediante o qual, nessas eleições, apoiaria Eduardo Campos.

“Nós, do Governo do Estado, sempre tratamos Bringel como aliado político, mesmo porque ele sempre votou conosco na Assembleia Legislativa. Estávamos trabalhando para garantir a reeleição dele mas ele não quis ser ajudado. Sempre disse que estava conosco mas no último sábado, em Araripina, recepcionou em sua casa os três senadores da oposição (Jarbas, Marco Maciel e Sérgio Guerra). Como é que podemos confiar numa pessoa assim?” – disse o secretário de Articulação Política.

De acordo com Gilberto Rodrigues, para comprovar, na prática, que é eleitor de Eduardo Campos, Bringel não poderia ter procedido daquela forma. Até porque, no seu entendimento, não dá para ser “oposição” e “governo” ao mesmo tempo



Vêm? Uma secretaria do govenro trabalhava para eleger um deputado. É assim mesmo que funcionam as coisas no reino do PSB

PSB, de Eduardo, apoia mais ou menos DIlma

terça-feira, 15 de junho de 2010

do Diário de Pernambuco

Brasília - Quarto partido a formalizar apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência, o PSB estará distante do PT nestas eleições em pelo menos seis estados.

A Executiva Nacional da legenda já liberou a aliança local com o PSDB - principal rival de Dilma nas urnas, com a candidatura de José Serra - em Minas Gerais, Paraná e Alagoas. Na Paraíba, o candidato do PSB ao governo, o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, recebe sem qualquer incômodo o apoio dos tucanos. Em São Paulo e no Maranhão, PSB e PT caminharão em vias opostas nas urnas.

Essa contradição, somada à rebeldia ainda não debelada do deputado Ciro Gomes (PSB-SP), coloca o partido numa situação no mínimo incômoda em grandes colégios eleitorais. "A Dilma é nossa candidata no país todo. Se ela for a esses estados, vai fazer atividades paralelas com o PSB, sem palanque", resume o deputado federal Rodrigo Rollemberg (DF), líder do partido na Câmara.

Na própria sede em Brasília, sem a presença de Ciro Gomes e de seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, o PSB realizou na tarde de ontem a reunião que confirmou o apoio do partido à candidatura de Dilma. Cerca de 160 filiados decidiram por unanimidade apoiar o PT na disputa à Presidência, num encontro que durou apenas 45 minutos.

Enquanto os convencionais decidiam pelo apoio a Dilma, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, explicava as razões que a Executiva Nacional levou em conta para liberar as alianças com o PSDB em três estados e os rumos próprios da legenda em outras três unidades da Federação. "Demos autonomia para os estados. Eles tomam o caminho que quiserem, desde que venham à Executiva Nacional para a tomada de decisões."

Nem todas as realidades regionais, apesar de já cristalizadas, passaram pela direção nacional. Até agora, o aval para a aliança com o PSDB foi dado aos diretórios em Minas Gerais e no Paraná. O candidato tucano ao governo de Minas, Antonio Anastasia, receberá o apoio do PSB, assim como a provável candidatura do ex-governador Aécio Neves - principal liderança do PSDB no estado - ao Senado. O PSB também sobe ao palanque do ex-prefeito tucano de Curitiba, Beto Richa, candidato ao governo.

O caso de Minas Gerais é o mais sintomático da posição dúbia do PSB. Segundo Eduardo Campos, o partido iria apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT, mas o recuo dos petistas em prol da candidatura do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) alterou também a rota do PSB. Nas últimas eleições municipais, PSB e PMDB entraram em rota de colisão, "com confrontos e agressões", segundo Eduardo, e por isso as duas legendas não estarão unidas em torno de Hélio Costa. O PSB vai aderir, em Minas, ao Dilmasia: fará as vezes da petista Dilma e do tucano Anastasia.

O partido também não vai embarcar na composição imposta pelo PT no Maranhão. Os petistas maranhenses tinham um candidato, o deputado Flávio Dino (PCdoB), mas a direção nacional da legenda, orientada pelo presidente Lula, determinou o apoio à candidatura de Roseana Sarney (PMDB). O PSB no Maranhão continua com Flávio Dino.

Muitas direções

O PSB oficializou apoio à petista Dilma Rousseff, mas isso está longe de ser unanimidade. Confira a situação no estados

O PSB distante do PT

Minas Gerais
O diretório está liberado para apoiar Antonio Anastasia (PSDB) ao governo e Aécio Neves (PSDB) ao Senado.

Maranhão
O partido segue apoiando o deputado Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo governo, contrariando a composição entre PT e PMDB em torno de Roseana Sarney.

Paraíba
O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), tem apoio do PSDB.

Paraná
O PSB apoia a candidatura do tucano Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba.

Alagoas
A candidatura à reeleição do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) tem o apoio do PSB.

São Paulo
O candidato do PSB é o empresário Paulo Skaf, ex-presidente da Fiesp. O PT tem candidato no estado, o senador Aloizio Mercadante.

Ceará
O governador Cid Gomes (PSB) disputa a reeleição. Seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB), foi preterido da disputa presidencial e deu sinais de que pode não apoiar apetista Dilma Rousseff.