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Eu tô pagando pra os outros gozarem

segunda-feira, 12 de julho de 2010


Meus leitores já sabem que eu sou chegado a uma polêmica. E hoje comento com você algo que, a primeira vista, parece até uma boa iniciativa do estado. Parece, mas não é.

JC On line
Mais de 15 mil preservativos serão distribuídos durante festa em Belo Jardim


Pois é. Como já deu pra perceber, sou contra essa belezura de ação por parte do governo.
Não estranhem. É assim mesmo que pensa um liberal. Acompanhem meu raciocínio:

- Eu trabalho, tu trabalhas, ele trabalha, nós trabalhamos.

- O governo vem e dá uma dentada filha da mãe no nosso salário. Leva quase 25% do que ganhamos sob a forma de impostos.

-Com o dinheiro arrecadado, esperamos que o governo invista em ações que nos tragam melhoria de vida: Saneamento, conservação de vias, saúde, educação, segurança, etc.

- Pois aí, em uma festa, o governo gasta uma nota preta pata dar camisinhas, pílulas do dia seguinte, coquetéis... até seringas para drogados o governo pensou em dar.

Meu raciocínio é simples: distribuir camisinha não é investimento na saúde, não. É apologia à promiscuidade. É dar dinheiro do contribuinte pra quem quer gozar. Nada contra, pelo contrário. Mas eu não admito, bicho, que as pessoas usem o nosso dinheiro para transarem.

Transem com o dinheiro deles. Era o que faltava. Daqui a pouco vão querer que eu pague o motel e o enxoval do menino também.

Uso de pênis de borracha em Sala de Aula? Sou contra!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Amigos, se há uma coisa que eu não sou é puritano. Mas fiquei espantado ao saber que escolas públicas, incentivadas pelo Ministério da Saúde do PT usam pênis de borracha em aulas sobre meios contraceptivos e DST's.



Vejam o vídeo do Fantástico e depois comentário meu:









Sou liberal e não sou libertino. 

(Usei o "e" em vez do "mas" conscientemente. Não cabe o "mas” na frase anterior por seu caráter adversativo. Usar o "mas" seria admitir que a lógica diz que quem é liberal é também libertino).

Não podemos esperar que o Estado assuma todas as funções e responsabilidades cabíveis à família. Acredito que conscientizar crianças sobre os riscos das DST’s e da gravidez na adolescência cabe em sala de aula sim. Porém, esperar que parta dos professores o ensinamento de como usar camisinhas, por exemplo, ainda mais usando falos plásticos, cai como um tanto intrometido por parte do Estado.

Como bem fala o pai da aluna, na reportagem, o responsável pelo menor tem que estar ciente dos métodos usados em sala de aula, segundo reza o Estatuto da Criança e do Adolescente. Claro que isso não quer dizer, como leva a crer o promotor, que os pais tenham o direito de decidir como serão as aulas a que seus filhos assistirão. Mas isso é diferente de não haver um prévio aviso ou mesmo uma dispensa da aula para os alunos que sejam, por exemplo, ligados a religiões que, como o catolicismo e a maioria dos protestantes, abominam o uso de preservativos.

Encontro ainda na fala do pai algo com que discordo em parte. Diz ele que o sexo deva ser ensinado “dentro de um contexto de compromisso mútuo”. Bom, pode ser dessa forma, claro, se a família da criança assim de desejar. O que não impede a nenhum pai ou mãe de mostrarem a seus filhos que é possível até se ter relações sexuais descompromissadas e aleatoriamente. Compromissado ou não, o sexo é um assunto que cabe exclusivamente aos pais e não a educadores nenhuns menos ainda com o incitamento público. Cabe a estes mostrar métodos contraceptivos? Sim, creio. Falar sobre DST’s? óbvio. Mas há métodos e métodos para isso.

Com certeza libertinos socialistas de plantão vão taxar-me antiquado, conservador, moralista e outros adjetivos fisgados do restrito arcabouço lingüístico. E eu, mui tranquilamente, vou lhes dizer que não se trata de conservadorismo nem de seu inverso. Trata-se sim da convicção de que cabe a mim, a você, a todos nós, como pai, como mãe, tutor, responsável ou seja lá que vínculo o aproxime, no contexto familiar, da criança, instruí-los na prática sexual, sem o intrometimento do estado, que, laico, não pode se importar com a religião ou modo de vida que leva a família do alunado