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Voto branco e voto nulo não vão para ninguém; saiba como funciona

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma dúvida bastante comum entre os eleitores brasileiros é se existe ou não diferença entre votar em branco ou votar nulo nas eleições. Alguns eleitores acreditam que o voto em branco vai para o candidato que está ganhando e o nulo não vai para ninguém.

No entanto, de acordo com a legislação eleitoral, tanto os votos em branco quanto os votos nulos não são considerados válidos, são excluídos de qualquer contagem e não são contabilizados para qualquer candidato.

Os votos em branco são assinalados através de uma tecla específica existente nas urnas eletrônicas. Já o voto nulo acontece quando o eleitor digita um número que não é correspondente a nenhum candidato ou partido oficialmente registrado e confirma a combinação digitada.

Teste seus conhecimentos e descubra outras regras das eleições

Até 1997, o voto em branco era contabilizado como válido, mas uma mudança da lei eleitoral no mesmo ano excluiu os brancos e nulos na contagem final das eleições. Mesmo considerados sem efeito no resultado das eleições, as duas formas de votação foram mantidas entre a transição da votação com cédulas em papel e o uso da urna eletrônica.

De acordo com o coordenador de Eleições do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), Paulo Dionísio, as duas formas de votação foram mantidas para possibilitar a manifestação do eleitor caso não se identifique com as propostas apresentadas pelos candidatos. “A atitude de não votar em nenhum candidato é uma maneira de os eleitores mostrarem que não estão contentes com a situação da política atual”, diz o coordenador em comunicado divulgado pela assessoria de comunicação do TRE-SC.

Em 2006, a soma do número de votos em branco e nulos para presidente, no primeiro turno, foi de quase 9 milhões de votos.


Uol.com.brv

Voto branco e voto nulo não vão para ninguém; saiba como funciona

Uma dúvida bastante comum entre os eleitores brasileiros é se existe ou não diferença entre votar em branco ou votar nulo nas eleições. Alguns eleitores acreditam que o voto em branco vai para o candidato que está ganhando e o nulo não vai para ninguém.

No entanto, de acordo com a legislação eleitoral, tanto os votos em branco quanto os votos nulos não são considerados válidos, são excluídos de qualquer contagem e não são contabilizados para qualquer candidato.

Os votos em branco são assinalados através de uma tecla específica existente nas urnas eletrônicas. Já o voto nulo acontece quando o eleitor digita um número que não é correspondente a nenhum candidato ou partido oficialmente registrado e confirma a combinação digitada.

Teste seus conhecimentos e descubra outras regras das eleições

Até 1997, o voto em branco era contabilizado como válido, mas uma mudança da lei eleitoral no mesmo ano excluiu os brancos e nulos na contagem final das eleições. Mesmo considerados sem efeito no resultado das eleições, as duas formas de votação foram mantidas entre a transição da votação com cédulas em papel e o uso da urna eletrônica.

De acordo com o coordenador de Eleições do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), Paulo Dionísio, as duas formas de votação foram mantidas para possibilitar a manifestação do eleitor caso não se identifique com as propostas apresentadas pelos candidatos. “A atitude de não votar em nenhum candidato é uma maneira de os eleitores mostrarem que não estão contentes com a situação da política atual”, diz o coordenador em comunicado divulgado pela assessoria de comunicação do TRE-SC.

Em 2006, a soma do número de votos em branco e nulos para presidente, no primeiro turno, foi de quase 9 milhões de votos.


Uol.com.brv

Quem ganhou e quem perdeu votos

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Veja o que aconteceu com algum dos vereadoresde Belo Jardim, comparando-se 2004 e 2008:

Zé Lopes 2008: 2281 2004: 1.879 CRESCEU

Claudiane 2008:2212 2004: 1.636 CRESCEU

Wilsinho 2008:2209 2004: 1.428 CRESCEU

Fernando 2008:1946 2004: 1739 CRESCEU

Valdemir 2008: 1915 2004: 2.955 CAIU

Euninho 2008: 1883 2004: 1.315 CRESCEU

Zé Pereira 2008: 1769 2004: 899 CRESCEU

Claudemir 2008: 1520 2004:1.087 CRESCEU

Benício 2008: 1579 2004: 1.306 CRESCEU

Da Paz 2008: 1444 2004: 1.146 CRESCEU

Pedro Tab

Pomba 2008: 1192 2004: 1677 CAIU

Zé Amorim 2008: 1155 2004:1.207 CAIU

Ginaldo 2008: 940 2004:882 CRESCEU

João Amado 2008: 911 2004:1.228 CAIU

Tenente 2008: 795 2004: 1.239 CAIU

Diniz 2008:785 2004:944 CAIU



Sebastiao L 2008: 711 2004:1.016 CAIU



Lucia de Narc 2008: 583 2004: 395 CRESCEU

Irmão Elias 2008:520 2004:634 CAIU



Maria Jose 2008: 399 2004:1.043 CAIU

Ricardo N 2008: 351 2004:229 CRESCEU

Flávio Passos 2008: 336 2004:607 CAIU

Vereadores dos Mendonças perdem votos

Fiz um lenvantamento para entender algo que ocorreu na eleição para vereador de Belo Jardim. Acompanhem o raciocínio.

Para saber quantos vereadores um partido faz, nós temos que primeiro saber
quantas pessoas votaram em algum vereador (ou na legenda, digitando apenas 2 números).

Esse total, a gente
divide pelo número de vagas. Achamos um resultado que se chama QUOCIENTE ELEITORAL (QE).

Por fim,
dividimos o número de votos de um partido ou coligação por esse QE. O resultado nos diz quantos vereadores terá direito. Quase sempre o número não é exato. Aí a gente vê quem teve fração decimal (número depois da vírgula) mais próximas de 1.

Em 2004,

39.869 pessoas votaram em algum vereador ou legenda. Portanto, dividimos isso por 10 vagas e temos o QE de 3.987

Os partidos fizeram coligações isoladas.

No lado dos Mendonças:

o
PMDB (15) coligou com o PSDB (45) e PRP(44). Juntos, tiveram 11.283 votos. Dividindo pelo QE, dá 2,82.

o
PFL (25) coligou com o PAN (26) e PSDC (27). Tiveram 9.933 votos.
Dividido pelo QE, dá 2,49

Somando as duas coligações:
21.216 votos

No lado dos Galvão:

o
PTB (14) coligou com o PSB (40) e tiveram 9086 votos.
Dividido pelo QE, dá 2,27.

o
PDT (12) coligou com o PCdoB e tiveram 4.607 votos.
Dividido pelo QE, dá 1,15.

Somando as duas:
13.693

Repare que ficamos então assim:

PMDB: 2,82 2 vereadores
PFL: 2,49 2 vereadores
PTB: 2,27 2 vereadores
PDT: 1,15 1 vereador

2+2+2+1= 7 vereadores.

Tá faltando 3 vagas. Vai pra quem? 1 pra cada partido que se aproximou mais do número seguinte, depois que dividimos pelo QE.

Vejam. o
PMDB é o primeiro a ganhar mais uma vaga, porque está faltando só 0,18 para chegar ao número 3.

Outra vaga vai para o
PFL, porque lhe falta apenas 0,51 para chegar em 3.

A última vaga vai pro
PTB, pois lhe falta 0.73 para chegar em 3.

Assim, ficamos com
PMDB 3 vagas (Pomba, Claudiane e Zé Ivan)
PFL 3 vagas (Zequinha, Euninho e Wilsinho)
PTB 3 vagas (Valdemir, Fernando e Benício)
PDT 1 vaga (Zé Lopes)

Entenderam por que os Mendonças fizeram 6 a 4 nos Galvão?

Porque tiveram
21.216 votos contra 13.693 para vereadores.

Em 2008 deu empate. vamos ver por quê?

40.965 pessoas votaram em algum vereador ou em alguma legenda. como são 10 vagas, temos um QE de 4.096.

Os partidos resolveram fazr Chapões. Ou seja, coligar todos os partidos.

DEM, PMDB e PV tiveram 19.743 votos, incluindo os votos nos partidos.
Dividindo pelo QE, dá 4,82. 4 vereadores

PTB, PDT tiveram 14.639 votos, incluindo os votos nos partidos.
Dividindo pelo QE, dá 3,57. 3 vereadores

PSC, PT, PSB, PCdoB tiveram 5.508 votos, incluindo os votos nos partidos.
Dividindo pelo QE, dá 1,34. 1 vereador.

Tá faltando duas vagas. Vão para os partidos/coligações que mais se aproximaram de uma outra vaga.

DEM/PMDB/PV ficaram a 0,16 de chegar em 5.
PTB/PDT ficaram a 0,43 de chegar em 4.
PSC/PT ficaram a 0,66 de chegar em 2.

Portanto, as 2 vagas que faltam, vão para essas duas primeiras coligações. Daí:
DEM/PMDB/PV: 5 vereadores
PTB/PDT: 4 vereadores
PSC/PT: 1 vereador (o vereador eleito faz parte do grupo dos Galvãos)

Portanto, amigos, os Mendonças perderam votos de vereadores para os Galvão.

Em 2004:
MENDONÇAS: 21.216
GALVÃOS: 13.693
Diferença de 7.523

Em 2008:
MENDONÇAS: 19.743
GALVÃOS: 14.639
diferença de 5.104

Os Mendonças perderam 1473 votos
Os Galvãos ganharam 946 votos
A diferença diminuiu em 2419

Nesse cálculo, não inclui os votos do PSC/PT porque neles existem votos de ambos os lados.

Zé Ivan, que virou vice-prefeito, e Zequinha, que faleceu, devem ter deixado seus eleitores votando em vereadores do grupo.

Resultado desse empate: O grupo que eleger o presidente da cãmara perde a maioria das votações, já que quem preside só vota em caso de empate. As votações vão terminar, quando todos estiverem presentes, 5x4 para um dos dois grupos.

A não ser, é claro, que o grupo liderado pelo novo prefeito Marco Coca Cola consiga aumentar sua base na Casa de Custódio Mergulhão. Marco é hábil e arcedito que venha a enfrentar muitos problemas ali.

Mas a queda dos votos do grupo Mendonça é algo que deve ser observado e analisado com cuidado, já que se trabalhou ao lado do prefeito e ampliando apoios.

O caminho de João

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Após a conclusão de seu mandato à frente da prefeitura de Belo Jardim, as apostas em torno do destino do prefeito João Mendonça são de que ele tentará voltar à ALEPE (Assembléia Legislativa). João esteve lá por 6 anos consecutivos. Estreiou em 1995, após ser eleito na chapa do candidato derrotado ao governo, pelo PFL, Gustavo Krause. E em 1998 foi reeleito, na chapa dos vitoriosos Jarbas e Mendonça Filho. Nesse ano, inclusive, João venceu em Belo jardim o ex-deputado Cintra Galvão, por cerca de 300 votos.

Em 2000, João deixou a Assembléia para assumir mandato de prefeito em Belo Jardim. Em seu lugar na ALEPE, ficou o deputado Elias Lira, de Vitória de Santo Antão, que havia ficado em primeira suplência.

Em 2010, a ALEPE deve estar nos planos de João. Não sabemos ainda quem será seu candidato ao governo, nem se em Belo jaridm fará dobradinha com Augusto Coutinho ou Mendoncinha (ambos devem tentar se eleger deputados federais).

No lado opositor, já começam as conversas de bastidor, indicando nova candidatura de Cintra a deputado estadual. Em off, dizem que o objetivo não é elegê-lo, mas sim, derrotar, em Belo Jardim, o grupo Mendonça

Eleições na vizinhança

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Gente, Belo Jardim é uma cidade que prospera a passos largos. De forma que muitos dos que residem em Belo City têm ligações com cidades próximas.

Vamos ver como ficou o quadro em algumas cidades vizinhas:

Sanharó: atual prefeito e comunista, César (PCdoB) foi reeleito com mais do que o dobro do segundo colocado, seu tio, Bibi (DEM). Só pra lembrar, em 2004, César derrotou o filho de Bibi, Rani (PMDB), que tinha como candidato a seu vice o pai do próprio César. Ein? Como assim? É isso mesmo. César derrotou de uma só vez o primo (prefeito) e o pai. Mas esse ano, o pai o apoiou. Assim como outro primo, Giovane, que governou a cidade antes de Rani.

São Bento: Uma rápida retrospectiva. Em 92, Paulo Bodinho (PMDB) venceu Paulo Afonso (PFL). Em 96, como não havia reeleição, o Bode apoiou Reginaldo (PL), que derrotou a esposa de Paulo Afonso, Sônia (PPB). Em 2000, mesmo podendo ir pra reeleição, Reginaldo resolveu apoiar seu padrinho, o Bode. Resultado: Paulo Afonso (PFL) venceu o Bode (PMDB) por 21 votos apenas. Em 2004, PA resolve ir pra reeleição, e o Bode lança uma novidade: Padre Aldo e Zé de Almeida. Pois com a máquina na mão, com o apoio do governo do estado, PA perdeu por mais de 5.000 votos.

Finalmente, em 2008, o Padre se lança à reeleição. Rompido politicamente com o seu principal cabo eleitoral, o Bode, o Padre assiste ao fato mais inusitado da política sãobentense: Uma aliança entre o Bode e PA, que coloca seu filho PA Júnior como vice do Bode. Ah, só pra lembrar, o bode agora está no PSB, com apoio do governador. Todos hão de pensar que, "se os dois Paulos estão juntos, e o Padre foi eleito com o apoio de um deles, vai dar Bode na cabeça". Errou. A lapada foi maior ainda. Mais de 6.000 votos de frente para o Padre Aldo. Fim d linha para Paulo 1 e Paulo 2.

Tacaimbó: Muitos acreditavam em uma vitória da candidata do DEM, Sandra. Mas não deu. Com o marido enrolado em diversos problemas judiciais, e enfrentando o prefeito JW (PTB), maior empregador da cidade, Sandra viu o poder escapar uma vez mais das mãos de seu grupo.

Pesqueira: Olha, não é por que sou do mesmo partido do prefeito João Eudes não, mas tenho de lhe tirar o chapéu. O camarada foi vice prefeito de Evandro Chacon (ambos no PFL) na década passada. Perdeu a eleição para Eutrópio (PSDB), em 96, mas deu o troco no mesmo Eutrópio, em 2000, ganhando a eleição e deixando-o em terceiro lugar. Peixoto (PSL) foi o segundo.

Em 2004, as oposições não souberam dar uma prensa em João. Peixoto (PMDB) saiu em faixa própria disputando espaços com Arnaldo (PT), que havia sido seu candidato a vice em 2000. João foi reeleito sem problemas maiores. E em 2008, quando todos julgavam morto o grupo de João, ele tira da cartola a candidatura de Cleide (PRB) para enfrentar o mesmo Arnaldo (agora no PTB), e...Adivinhem quem? Chacon. É aquele de quem joão havia sido vice-prefeito. Amarrou o discurso de João, já que assim, não podia ter sua gestão atacada, recebeu o apoio do governador e ainda assim perdeu por cerca de 100 votos. Primeira prefeita da cidade de Pesqueira.

Brejo: Sem muito protocolo. O atual prefeito, Roberto(PMDB) , não podia mais candidatar-se. Colocou um primo, Alexandre (PPS), além de um filho pra tentar ser vice em jataúba. Alexandre perdeu para Doutor Edson, que já havia governado a cidade antes do ditador Roberto Asfora. Dessa forma, Edson devolve a derrota que sofreu em 2004 para o atual prefeito, e fica sem dever favores a seu ex-aliado Zé Inácio.

Santa Cruz: Na capital da sulanca, o deputado Toinho do Pará (PTB) venceu o também deputado Édson Vieira (PSDC). Toinho teve o apoio do rpefeito Zé Augusto, que não podia mais disputar reeleição, e planeja a câmara federal agora. Édson foi o candidato dos ex-prefeitos Ernando, do ex-candidato Nanau, ex-deputado Augustinho Rufino e do grupo Mendonça.

Uma curiosidade é o vice-prefeito eleito. Zé Elias. Ele foi eleito para este cargo em 96, na segunda eleição de Ernando que venceu a chapa encabeçada pelo Padre Bianchi. Em 2000, a chapa Ernando/Zé Elias perdeu a reeleição para Zé Augusto. O que fez Zé Elias? Foi apoiar o prefeito eleito. Quando chega em 2004, Zé Augusto estava sem vice, porque Toinho do Pará, eleito para o cargo em 2000, já era deputado estadual. Zé Elias assumiu o posto, agora, pelo lado contrário ao que pertencia quando ocupou o cargo pela primeira vez. Em 2008, apesar do desejo de disputar a majoritária, foi convencido pelo grupo a se manter como vice, mesmo com a mudança de prefeito.

São Caetano: Nem sei se consigo explicar o que se passa ali. Esse não foi o primeiro confronto entre Jeovásio e Jadiel. Já em 1988 os dois se enfrentaram. Jeovásio, pelo PFL, teve mais votos que Jadiel, pelo PMB, mas ambos foram batidos por Cosmo, do PMDB. Em 92, novo embate. Jeovásio foi eleito pelo PFL e Jadiel perdeu pelo PRN. Em 96, ainda não havia reeleição, Jeovásio apoia o vereador Esmeraldo (PV), que ganha a eleição de Cosmo (ex-prefeito ligado ao arraesismo, do PSB). Ano 2000, e Esmeraldo se muda para o PFL, conseguindo levar consigo o mesmo Cosmo, derrotado por ele 4 anos antes, para ser seu vice. Venceram Jeovásio (PSDB), que apoiou a primeira eleição de Esmeraldo, por que reeleição não existia, mas havia rompido.

Em 2004, Esmeraldo (no PTB) não pode mais ser candidato, mas seu vice, Cosmo, sim. Esmeraldo enxergava uma possível vitória daquele que, em 96, foi um dos repsonsáveis por sua primeira vitória para prefeito: Jeovásio (agora no PFL, ex partido de Esmeraldo). A solução para impedir? Aliar-se a seu desafeto Jadiel, do PMDB. Esmeraldo indicou seu vice para compor a chapa e se manter no cargo mesmo com a mudança de prefeito. Venceram.

Em 2008, outra reviravolta na política. Esmeraldo não está mais no PTB e sim no PR de Inocêncio, depois de haver brigado com Armandão. E não está mais aliado a Jadiel, prefeito apoiado por ele em 2004 com única intenção de evitar a vitória de seu ex-liado Jeovásio. Dessa vez, Esmeraldo trabalha para derrubar Jadiel, com quem também havia rompido. E para conseguir derrubá-lo,o que poderia ser feito? Voltar a se aliar a Jeovásio. Assim, Esmeraldo pagaria a dívida de 96, elegendo-o prefeito. Mas não deu certo. Jadiel foi reeleito.

Caruaru: Pela terceira vez, foi eleito Zé Queiroz, do PDT. Vale lembrar que da última vez que isso ocorreu, em 92, Zé Queiroz contou com o apoio de João Lyra (prefeito de entao), e rompeu logo após assumir o mandato, em 93. Aliás, em 92, Zé Queiroz também não teve candidato páreo para enfrentar. Se muitos acharam fraca a candidata Ivânia Porto (DEM), imaginem o que diziam em 92 de Osman Bezerra, escalado para enfrentar Zé. Tony Gel arriscou, ao renunciar em março ao mandato, a fim de disputar cadeira na câmara. Como não tinha vice (Roberto Liberato ganhou o posto mas renunciou, para seguir na Assembléia), quem assumiu foi o presidente da câmara, Neguinho Teixeira. Ele se dizia aliado de Tony gel. Mas 3 dias sentando na cadeira de prefeito bastaram para mudar de idéia e deixar Tony sem o controle da cidade, e fazer cair pela metade os votos que esperava ter para vereador: Pouco mais de 8mil.

Aonde ela vai parar???


Claudiane Alves. Aos 26 anos de idade (quanta indiscrição a minha em revelar a idade de uma mulher. Será que ela me perdoa?), já chega ao segundo mandato como vereadora de Belo Jardim, como a mais votada de sua coligação e segunda no ranking geral.

Em 1988, na última eleição de Cintra Galvão, Claudiane mal sabia escrever seu nome e seu pai Cecílio Boy foi o mais votado dentre todos os concorrentes, com 1.355 votos. Isso por que fazia oposição ao atual prefeito (Valdecir) e ao eleito.

Em 1992, Cecílio teve 954 votos, sendo apenas o sexto. Claudiane tinha 10 anos de idade

Em 1996, Cecílio nao se elege. Teve 779 votos, quase todos de Água Fria e ficou na primeira suplência. Como o prefeito eleito era adversário seu (apesar de xará), nao conseguiu vaga no legislativo e passou os anos seguintes articulando sua volta. CLaudiane era uma garotinha.

Ano 2000, Cecílio recupera alguns votos e atinge a marca de 956. Foi o 11° mais votado. O prefeito eleit, desta vez, é um aliado, que o convoca para uma secretaria. Claudiane era quase uma mulher.

2004. Agora sim. Aos 22 anos de idade, Claudiane surpreende. A câmara de Belo jardim havia sofrido uma redução de 33% no número de vagas. de 15 passou para 10. As apostas eram de que Claudiane estava fora do páreo. Foi a 7°, com 1.636 votos.

Liderou a bancada de sustentação ao governo. Defendeu o governo João Mendonça com unhas e dentes (tarefa nada fácil de se fazer)...

E o resultado de tudo isso está aqui: 2.212 votos e a segunda maior votação. A maior de sua coligação. Claudiane se credencia como nome para futuras disputas majoritárias do Grupo Mendonça.

Jovem, disposta, audaz, competente, agregadora, boa de urna. Alguém duvida que será ela a primeira pessoa a usar saias e sentar na cadeira da prefeitura?