Brasília - Quarto partido a formalizar apoio à candidatura da petista Dilma Rousseff à Presidência, o PSB estará distante do PT nestas eleições em pelo menos seis estados.
A Executiva Nacional da legenda já liberou a aliança local com o PSDB - principal rival de Dilma nas urnas, com a candidatura de José Serra - em Minas Gerais, Paraná e Alagoas. Na Paraíba, o candidato do PSB ao governo, o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, recebe sem qualquer incômodo o apoio dos tucanos. Em São Paulo e no Maranhão, PSB e PT caminharão em vias opostas nas urnas.
Essa contradição, somada à rebeldia ainda não debelada do deputado Ciro Gomes (PSB-SP), coloca o partido numa situação no mínimo incômoda em grandes colégios eleitorais. "A Dilma é nossa candidata no país todo. Se ela for a esses estados, vai fazer atividades paralelas com o PSB, sem palanque", resume o deputado federal Rodrigo Rollemberg (DF), líder do partido na Câmara.
Na própria sede em Brasília, sem a presença de Ciro Gomes e de seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, o PSB realizou na tarde de ontem a reunião que confirmou o apoio do partido à candidatura de Dilma. Cerca de 160 filiados decidiram por unanimidade apoiar o PT na disputa à Presidência, num encontro que durou apenas 45 minutos.
Enquanto os convencionais decidiam pelo apoio a Dilma, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, explicava as razões que a Executiva Nacional levou em conta para liberar as alianças com o PSDB em três estados e os rumos próprios da legenda em outras três unidades da Federação. "Demos autonomia para os estados. Eles tomam o caminho que quiserem, desde que venham à Executiva Nacional para a tomada de decisões."
Nem todas as realidades regionais, apesar de já cristalizadas, passaram pela direção nacional. Até agora, o aval para a aliança com o PSDB foi dado aos diretórios em Minas Gerais e no Paraná. O candidato tucano ao governo de Minas, Antonio Anastasia, receberá o apoio do PSB, assim como a provável candidatura do ex-governador Aécio Neves - principal liderança do PSDB no estado - ao Senado. O PSB também sobe ao palanque do ex-prefeito tucano de Curitiba, Beto Richa, candidato ao governo.
O caso de Minas Gerais é o mais sintomático da posição dúbia do PSB. Segundo Eduardo Campos, o partido iria apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT, mas o recuo dos petistas em prol da candidatura do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) alterou também a rota do PSB. Nas últimas eleições municipais, PSB e PMDB entraram em rota de colisão, "com confrontos e agressões", segundo Eduardo, e por isso as duas legendas não estarão unidas em torno de Hélio Costa. O PSB vai aderir, em Minas, ao Dilmasia: fará as vezes da petista Dilma e do tucano Anastasia.
O partido também não vai embarcar na composição imposta pelo PT no Maranhão. Os petistas maranhenses tinham um candidato, o deputado Flávio Dino (PCdoB), mas a direção nacional da legenda, orientada pelo presidente Lula, determinou o apoio à candidatura de Roseana Sarney (PMDB). O PSB no Maranhão continua com Flávio Dino.
Muitas direções
O PSB oficializou apoio à petista Dilma Rousseff, mas isso está longe de ser unanimidade. Confira a situação no estados
Minas Gerais
O diretório está liberado para apoiar Antonio Anastasia (PSDB) ao governo e Aécio Neves (PSDB) ao Senado.
Maranhão
O partido segue apoiando o deputado Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo governo, contrariando a composição entre PT e PMDB em torno de Roseana Sarney.
Paraíba
O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), tem apoio do PSDB.
Paraná
O PSB apoia a candidatura do tucano Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba.
Alagoas
A candidatura à reeleição do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) tem o apoio do PSB.
São Paulo
O candidato do PSB é o empresário Paulo Skaf, ex-presidente da Fiesp. O PT tem candidato no estado, o senador Aloizio Mercadante.
Ceará
O governador Cid Gomes (PSB) disputa a reeleição. Seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB), foi preterido da disputa presidencial e deu sinais de que pode não apoiar apetista Dilma Rousseff.
A Executiva Nacional da legenda já liberou a aliança local com o PSDB - principal rival de Dilma nas urnas, com a candidatura de José Serra - em Minas Gerais, Paraná e Alagoas. Na Paraíba, o candidato do PSB ao governo, o prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, recebe sem qualquer incômodo o apoio dos tucanos. Em São Paulo e no Maranhão, PSB e PT caminharão em vias opostas nas urnas.
Essa contradição, somada à rebeldia ainda não debelada do deputado Ciro Gomes (PSB-SP), coloca o partido numa situação no mínimo incômoda em grandes colégios eleitorais. "A Dilma é nossa candidata no país todo. Se ela for a esses estados, vai fazer atividades paralelas com o PSB, sem palanque", resume o deputado federal Rodrigo Rollemberg (DF), líder do partido na Câmara.
Na própria sede em Brasília, sem a presença de Ciro Gomes e de seu irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, o PSB realizou na tarde de ontem a reunião que confirmou o apoio do partido à candidatura de Dilma. Cerca de 160 filiados decidiram por unanimidade apoiar o PT na disputa à Presidência, num encontro que durou apenas 45 minutos.
Enquanto os convencionais decidiam pelo apoio a Dilma, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, explicava as razões que a Executiva Nacional levou em conta para liberar as alianças com o PSDB em três estados e os rumos próprios da legenda em outras três unidades da Federação. "Demos autonomia para os estados. Eles tomam o caminho que quiserem, desde que venham à Executiva Nacional para a tomada de decisões."
Nem todas as realidades regionais, apesar de já cristalizadas, passaram pela direção nacional. Até agora, o aval para a aliança com o PSDB foi dado aos diretórios em Minas Gerais e no Paraná. O candidato tucano ao governo de Minas, Antonio Anastasia, receberá o apoio do PSB, assim como a provável candidatura do ex-governador Aécio Neves - principal liderança do PSDB no estado - ao Senado. O PSB também sobe ao palanque do ex-prefeito tucano de Curitiba, Beto Richa, candidato ao governo.
O caso de Minas Gerais é o mais sintomático da posição dúbia do PSB. Segundo Eduardo Campos, o partido iria apoiar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, do PT, mas o recuo dos petistas em prol da candidatura do ex-ministro Hélio Costa (PMDB) alterou também a rota do PSB. Nas últimas eleições municipais, PSB e PMDB entraram em rota de colisão, "com confrontos e agressões", segundo Eduardo, e por isso as duas legendas não estarão unidas em torno de Hélio Costa. O PSB vai aderir, em Minas, ao Dilmasia: fará as vezes da petista Dilma e do tucano Anastasia.
O partido também não vai embarcar na composição imposta pelo PT no Maranhão. Os petistas maranhenses tinham um candidato, o deputado Flávio Dino (PCdoB), mas a direção nacional da legenda, orientada pelo presidente Lula, determinou o apoio à candidatura de Roseana Sarney (PMDB). O PSB no Maranhão continua com Flávio Dino.
Muitas direções
O PSB oficializou apoio à petista Dilma Rousseff, mas isso está longe de ser unanimidade. Confira a situação no estados
O PSB distante do PT
Minas Gerais
O diretório está liberado para apoiar Antonio Anastasia (PSDB) ao governo e Aécio Neves (PSDB) ao Senado.
Maranhão
O partido segue apoiando o deputado Flávio Dino (PCdoB) na disputa pelo governo, contrariando a composição entre PT e PMDB em torno de Roseana Sarney.
Paraíba
O prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho (PSB), tem apoio do PSDB.
Paraná
O PSB apoia a candidatura do tucano Beto Richa, ex-prefeito de Curitiba.
Alagoas
A candidatura à reeleição do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) tem o apoio do PSB.
São Paulo
O candidato do PSB é o empresário Paulo Skaf, ex-presidente da Fiesp. O PT tem candidato no estado, o senador Aloizio Mercadante.
Ceará
O governador Cid Gomes (PSB) disputa a reeleição. Seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB), foi preterido da disputa presidencial e deu sinais de que pode não apoiar apetista Dilma Rousseff.
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