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PSB quer ditar a que horas podemos beber

sexta-feira, 2 de setembro de 2011


Caros, peço licença embora o espaço seja meu para escrever alg que não tem nada a ver com BJ, mas tem com política.
 
Recifenses,

A vereadora Marília Arraes, do PSB, provavelmente em um ímpeto de mostrar serviço e preocupação com índices de violência, apresentou três projetos de lei à casa a qual serve. Antes do assunto em si, queremos frisar nossa total convergência com a preocupação com os índices de violência e acidentes da cidade, bem como nos colocamos em posição de interesse de debate sobre soluções para tais problemas.

PL 128
“Não é permitida a entrada de menores de 18 (dezoito) anos em boates e casas de espetáculos, em nenhum dia ou horário da semana...salvo nas seguintes hipóteses:
quando não comercialize bebidas alcoólicas

É a reinvenção da roda. O ECA (Estatuto da criança e do adolescente) já veta a venda de bebidas a crianças e adolescentes (portanto, menores de dezoito anos), em seu artigo 81. As casas de shows e boates já proíbem a entrada de menores de 18 anos em seu horário de funcionamento.

É de se pensar: se este item do ECA não está sendo plenamente cumprido, e se trata de uma lei de alcance nacional, uma lei municipal mudaria essa realidade? Quão mais prudente e funcional seria cobrar das autoridades competentes (entre as quais os governos aos quais serve a vereadora) o cumprimento de uma lei que já existe!

O artigo fala ainda em outra exceção, que seria “quando disponha de dispositivo de identificação plenamente visível, tipo pulseira ou outro”. Vê-se, portanto, uma flexibilização do que já acontece hoje quando é VETADA a entrada de menores. Para a vereadora, o problema seria resolvido com uma pulseira, uma vez que as casas de show conferem a idade apenas na entrada do jovem, e não no ato da compra da bebida. Com ela, podem entrar. Sem ela, não. Oras! Mas se o jovem não pode entrar, claro que não pode comprar bebida. E se entrou, claro que pode comprar. É lógica pura.

No mesmo PL, no artigo 4°, a vereadora propõem algo que aos olhos de muitos parecerá plausível, que é a proibida a comercialização de bebidas alcoólicas em estabelecimentos de qualquer natureza, formal ou informal, a uma distância inferior a 200 (duzentos) metros de hospitais, clínicas, policlínicas, pronto-socorros. A preocupação social com os acidentes causados direta ou indiretamente pelo consumo de álcool desaparece quando se aborda as consequências que tal medida traz para os estabelecimentos comerciais, sobretudo os que agem dentro da mais estrita legalidade.

PL 129
“...aos domingos, todos os bares e similares deverão funcionar somente até as 22 (vinte e duas) horas”.

Para não repetir o argumento do impacto social sobre tais estabelecimentos e seu funcionários (há boates no Recife, como a MKB, que têm no domingo seu dia de maior fluxo de clientes), lembramos agora o destrato que tal medida traz sobre o direito que todos temos de ir e vir e ser senhores de nossas vidas. Detemos, ainda, a contragosto do PSB, a propriedade de nossas ações e decisões. Cidadãos de bem, em dias com suas obrigações e sem dívidas legais para com a sociedade e o estado, não podem ter seu direito a lazer e a ingestão alcoólica, por mais excessiva que seja, tolhido por um estado velhaco como o nosso. Não se dê a ninguém o direito de decidir em que horários e locais poderemos fazer o que bem nos der na telha, dentro, claro, do aparato legal.

O PL mostra ainda uma novidade no controle social, sonho de consumo dessa gente.
Aos domingos, é proibido, fora do horário citado no artigo 1.º desta lei:

“I – manter abertas ou semicerradas as portas do estabelecimento que dêem acesso ao interior do prédio, ainda que este sirva de residência para o responsável ou proprietário”
Como veem, Ainda que você seja dono de um bar, não poderá sequer manter a porta aberta. Só se for para limpar, renovar o estoque, receber carga. Não! O PSB não quer que você abra o seu local de trabalho a não ser que eles permitam! No horário que eles decidam!

O melhor da festa é quando o projeto prevê autorização o funcionamento de boates e casas de espetáculos nos horários citados, desde que cumprida uma série de exigências. Ou seja. Os males causados pelas bebidas consumidas nos bares são menores que os causados por bebidas consumidas em boates. Isso é ‘no-sense’ ou lobby dos donos de casas de shows? Com a palavra...

PL 130
É o melhor. Em seu artigo 1° diz

“...Fica proibido, no Município do Recife, o consumo de bebidas alcoólicas nas vias públicas, todos os dias da semana, entre as 18h (dezoito horas) e as 6h (seis horas)...”

Assim, só poderemos beber no horário comercial. Das 8 às 18horas. No trabalho pode ser? Ou tem que ser em casa? Ou então, apenas os desempregados, que, ao menos, como prega Marília, terão como afogar suas mágoas e desditas.

Talvez por inocência, cheguei a pensar que poderíamos beber dentro de estabelecimentos privados. Mas o projeto é claro e esclarece o que são vias públicas:

§1º Consideram-se vias públicas, para efeitos desta Lei, ruas, calçadas, praças, parques, avenidas, pontes, praias, pontos de ônibus, entradas de edifícios e estabelecimentos públicos, privados e comerciais, feiras livres, postos de gasolina, pátios e estacionamentos que tenham ligações com vias públicas e que não sejam cercados.

ADEUS HAPPY HOUR DA SEXTA-FEIRA!

O §2.º é um escândalo. Delega ao governo municipal o direito de escolher em que ocasiões nós poderemos beber:

“Mediante autorização prévia da Prefeitura da Cidade do Recife, será permitida a comercialização e consumo de bebida alcoólica durante eventos realizados pelo poder público ou por particulares, nas vias públicas listadas no parágrafo primeiro, bem como em eventos especiais, períodos festivos e/ou datas comemorativas.”
É isso. Eles decidem agora quais eventos são bons para que bebamos ou não. Como são bonzinhos, devem liberar o carnaval e o Reveillón, né? Afinal, nesses eventos, o índice de violência e acidente cai muito, estou certo? E se você não gostar de Carnaval e preferir beber...sei lá...no dia 2 de setembro, na calçada com uns bons e velhos amigos. Nada feito. O PSB não deixa. Só vai beber nos dias em que eles julguem prudente.

Afinal, o estado recifense sabe muito melhor do que você, cidadão, como cuidar de sua vida!

Ironias a parte, lamentamos profundamente atitude tão reacionária (travestida de progressismo e preocupação social). Recifenses, manifestem-se, pois o próximo asso é proibir a Coca-Cola e o Sucrilhos do café da manhã, afinal, tem muito açúcar, causam diabetes, entopem os hospitais de gente doente e fazem o governo gastar muito com tratamentos.

Digam não a essa fanfarronice! 


ORIGINAL

Caros,

geralmente os temas que eu mais quero que vocês comentem, vocês não o fazem. Sei lá por que diabos isso.

Leiam o link acima. É isso que o PSB tem a nos oferecer.

Em resumo, a vereadora do Recife, marilia Arraes, do PSB, prima do governador, apresentou 3 PL propondo que:

- Proiba-se a venda de bebidas a menos de 18 anos, como se isso já nao fosse!
-Limita às 22horas o horário em que se pode beber aos domingos
- Limita das 18 as 6 o horario em que se pode beber nos dias de semana

Eu tô muito surpreso, nao sei por que, porque vindo deles, nao há de se esperar outra coisa. FASCISMO!!!!!

Sei que a vereadora pretende com isso ajudar a diminuir índices negativos da violência, mas para isso, não é válido adentrar mais ainda nos direito individuais. Não é mesmo!

Comentem aí

Comissão aprova por unanimidade a lei seca nos estádios

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

A minha opinião sobre o assunto, meus amigos, não mudou. Mas lei existe para ser obedecida, não é?
A Comissão de Constituição, Legislação e Justiça da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe) aprovou por unanimidade nesta segunda-feira o projeto de lei que proíbe a venda e o consumo de bebidas alcoólicas dentro de estádios de futebol e ginásios de esportes durante competições profissionais. Todos os sete parlamentares presentes acompanharam o parecer do relator, o deputado Pedro Eurico (PSDB), que manifestou-se favorável à medida.

Durante a reunião, realizada no plenarinho da casa, apenas o deputado André Campos (PT), presidente da comissão e ex-presidente do Clube Náutico Capibaribe, mostrou opinião contrária ao projeto, que prevê a proibição do uso e da venda de bebidas com álcool tanto dentro como em num raio de 200 m em volta dos estádios, duas horas antes e uma hora depois da realização dos jogos. A multa para o infrator é de R$ 100. No entanto o petista não pôde votar contra a iniciativa, já que como presidente, só contabiliza seu voto em caso de empate.

Agora, o projeto segue o trâmite legal, sendo encaminhado para as comissões de educação e redação de leis. Mas a trajetória promete ser rápida. O projeto tramita em regime de urgência e deve chegar ao plenário da casa já na próxima quinta-feira, quando deverá ser votado em primeira discussão.

A segunda discussão deve acontecer após o carnaval e a previsão é o resultado final seja conhecido no próximo dia 3 de março. Para virar lei, o projeto precisa novamente obter maioria simples na votação.

Para isso, é necessário um quorum mínimo de 25 deputados presentes e destes, a aprovação de no mínimo 13 parlamentares. Se passar por mais esta fase, a proposta segue para a redação final e em seguida para o governador Eduardo Campos, que tem o poder de sancionar ou vetar a medida.

O autor do projeto, deputado Alberto Feitosa (PR), tenente coronel reformado da Polícia Militar, disse estar confiante: “A lei será aprovada porque está atendendo um pedido do Ministério Público e da policia. Esse projeto é um incentivo à questão da segurança pública”, acrescentou. Presente à reunião desta terça-feira, o promotor de justiça Aguinaldo Fenelon corroborou: “Um protocolo de intenções enfatiza que a bebida alcoólica potencializa a violência. No Rio de Janeiro também existe uma lei municipal semelhante a essa e que tem resultados positivos”.

Da Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Eduardo Campos, enxerido, quer barrar bebida nos estádios

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O governador Eduardo Campos encampou a briga pela proibição da venda de bebida alcoólica nos estádios. Ontem de manhã, em entrevista a uma rádio local, Campos mostrou-se preocupado com a liberação. "Já pedi para o pessoal marcar um encontro com Carlos Alberto Oliveira."

Torcedores e gasoseiros comemoraram a liberação de bebida no estádio Luiz Lacerda, ontem à noite.

"Precisamos estar todos no mesmo caminho", contestou o governador, referindo-se ao presidente da Federação Pernambucana de Futebol, que, anteontem, fechou parceria com a Ambev, no valor de R$ 800 mil.O governador Eduardo Campos bateu na tecla de que o consumo de bebida alcoólica está relacionado ao aumento de homícidios. "Tanto as drogas lícitas quanto as ilícitas têm ligação com os crimes. Temos nos integrado com os prefeitos das principais cidades no combate a esse tipo de ação e uma decisão dessa, no início do campeonato, não ajuda", completou. Ainda de acordo com o governador, nos últimos dois anos houve uma redução nos crimes. "O Batalhão de Choque, que atua nos estádios, levantou esses dados e tenho certeza que vamos encontrar um caminhopara suspender as bebidas nos estádios de Pernambuco", finalizou.Eduardo Campos não está sozinho nesta luta. Ontem à tarde, o promotor de justiça do Ministério Público e coordenador do Juizado Especial do Torcedor, Aguinaldo Fenelon, recebeu a visita do deputado estadual Alberto Feitosa (PR). Ambos buscam a manutenção da proibição. No próximo dia 2, o parlamentar apresenta projeto de lei que proíbe definitivamente a venda de bebidas nos estádios pernambucanos. "Temos dados e estamos embasados para impedir este retrocesso. A Lei Seca nos estádios é uma medida acertada de prevenção, que possibilita o bem-estar e segurança aos torcedores que acompanham as partidas de futebol", comentou Feitosa.O político contou também que alguns estados brasileiros já possuem lei vigente que barra a entrada de álcool nos estádios. "O Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais já estão dando o exemplo. Estamos com estudos vindos desses estados que apontam para a diminuição da violência". Segundo Alberto Feitosa, o Cearáteve uma redução de 72% em cenas violentas, enquanto Minas Gerais chegou a 73%. "Baseado em dados do Ministério Público de Pernambuco, o estado teve uma queda de 78% na violência. Isso com o funcionamente da Lei Seca nos estados", acrescentou. Na volta do recesso da Assembleia Legislativa, Alberto Feitosa também irá solicitar uma audiência com representantes das polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Federação Estadual e Confederação Brasileira de Futebol, além de pessoas ligadas ao conselho de educação física, medicina e empresas de transportes urbanos. "Vamos mostrar os danos que essa liberação vai causar", destacou o deputado.

Comento: Alguém pediu a opinião de Eduardo nesse assunto? Meu Deus...

Em Pernambuco, pode beber nos estádios

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A Lei Seca nos estádios de futebol se tornou novidade no Brasil em 2008, seguindo uma tendência mundial de proibir o consumo de alcóol nos estádios a fim de diminuir a violência, mesmo que isso causasse uma diminuição de renda para centenas de gazeteiros.

Sempre me posicionei contra essa medida paliativa, vindo de um povo que acha que o melhor caminho é sempre o mais fácil e o mais curto.

Pois agora a FPF liberou o consumo de bebidas nos jogos do pernambucano. Palmas para Carlos Alberto.

Veja texto do Diário de Pernambuco