A ausência de Sérgio Guerra no evento de Caruaru é mais que uma ausência. É um fato emblemático.
Se, antes, apenas pairava desconfiança da falta de empenho do grupo de Guerra em relação à eleição de Jarbas, sua ausência, hoje, sacramenta, se não esta desconfiança, ao menos outro fator:
a arenga entre o PSDB e o DEM em Pernambuco está longe de ser desfeita.
Ambos os partidos vivem aos trancos e barrancos desde que se juntaram, há cerca de dez anos, quando o PSDB passou a apoiar o governo de Jarbas (depois de eleito, pois, antes da eleição, o PSDB não o apoiou e lançou candidato próprio, Carlos Wilson. Guerra era do PSB e apoiou Arraes e Lula).
Até dá a impressão que o PFL e o PSDB se davam melhor quando eram adversários, viu!
Sempre defendo o PSDB das acusações de que, em 2006, não se empenhou na campanha de Mendonça Filho. O que não tinha remédio já estava remediado. Guerra foi leal até o fim. Mas agora o episódio é outro.
Alguém sabe dizer qual foi o compromisso de Sérgio Guerra hoje? Ele não foi à convenção do PV do Rio de Janeiro, que lançou a candidatura de Fernando Gabeira. Não se sabe de uma única cidade visitada pelo senador neste sábado. Ele não foi ao evento de Caruaru por ser algo organizado pelo DEM, em um de seus redutos mais fortes.
Até as paredes sabem que Guerra esperava, com a indicação de Mirian para vice, e a realocação de Tony Gel para a disputa de deputado estadual, ser o candidato apoiado pelo casal para a Câmara Alta. Alguém duvida que, se o casal apoiasse Guerra para federal, ele estaria hoje em Caruaru?
Acontece que Mirian e Tony apoiarão Augusto Coutinho, do DEM, em uma jogada de mestre de Mendonção.
Isso mostra como Guerra, além de desagregador e fraco (fosse forte, disputaria o senado), é mesquinho.
Ele não está satisfeito com o apoio que já tem, e queria o potencial de 50 mil votos que Caruaru poderia lhe dar. Augusto, antes desse importante apoio, perigava muito ficar fora da lista de eleitos. Agora, ninguém mais duvida que sua eleição foi garantida, deixando a situação perigosa para André de Paula.
Essa será a tônica da eleição: o DEM empenhado até o talo em eleger Jarbas, ou ao menos fazer com que sua derrota não seja acachapante. E o PSDB preocupado em fazer Guerra o mais votado, para legitimar o seu poder no estado, caso Serra seja eleito presidente (e o será). Além disso, os tucanos locais têm uma meta a cumprir: derrotar o DEM em número de votos válios na eleição proporcional. Pra que? Acabei de dizer: o PSDB quer mostrar que é forte e assim legitimar o poder que Guerra quer ter no estado a partir de 2011.
Se, antes, apenas pairava desconfiança da falta de empenho do grupo de Guerra em relação à eleição de Jarbas, sua ausência, hoje, sacramenta, se não esta desconfiança, ao menos outro fator:
a arenga entre o PSDB e o DEM em Pernambuco está longe de ser desfeita.
Ambos os partidos vivem aos trancos e barrancos desde que se juntaram, há cerca de dez anos, quando o PSDB passou a apoiar o governo de Jarbas (depois de eleito, pois, antes da eleição, o PSDB não o apoiou e lançou candidato próprio, Carlos Wilson. Guerra era do PSB e apoiou Arraes e Lula).
Até dá a impressão que o PFL e o PSDB se davam melhor quando eram adversários, viu!
Sempre defendo o PSDB das acusações de que, em 2006, não se empenhou na campanha de Mendonça Filho. O que não tinha remédio já estava remediado. Guerra foi leal até o fim. Mas agora o episódio é outro.
Alguém sabe dizer qual foi o compromisso de Sérgio Guerra hoje? Ele não foi à convenção do PV do Rio de Janeiro, que lançou a candidatura de Fernando Gabeira. Não se sabe de uma única cidade visitada pelo senador neste sábado. Ele não foi ao evento de Caruaru por ser algo organizado pelo DEM, em um de seus redutos mais fortes.
Até as paredes sabem que Guerra esperava, com a indicação de Mirian para vice, e a realocação de Tony Gel para a disputa de deputado estadual, ser o candidato apoiado pelo casal para a Câmara Alta. Alguém duvida que, se o casal apoiasse Guerra para federal, ele estaria hoje em Caruaru?
Acontece que Mirian e Tony apoiarão Augusto Coutinho, do DEM, em uma jogada de mestre de Mendonção.
Isso mostra como Guerra, além de desagregador e fraco (fosse forte, disputaria o senado), é mesquinho.
Ele não está satisfeito com o apoio que já tem, e queria o potencial de 50 mil votos que Caruaru poderia lhe dar. Augusto, antes desse importante apoio, perigava muito ficar fora da lista de eleitos. Agora, ninguém mais duvida que sua eleição foi garantida, deixando a situação perigosa para André de Paula.
Essa será a tônica da eleição: o DEM empenhado até o talo em eleger Jarbas, ou ao menos fazer com que sua derrota não seja acachapante. E o PSDB preocupado em fazer Guerra o mais votado, para legitimar o seu poder no estado, caso Serra seja eleito presidente (e o será). Além disso, os tucanos locais têm uma meta a cumprir: derrotar o DEM em número de votos válios na eleição proporcional. Pra que? Acabei de dizer: o PSDB quer mostrar que é forte e assim legitimar o poder que Guerra quer ter no estado a partir de 2011.
2 comentários:
Guerra sabe que não ganharia pra senador, pulou fora. Agora essa de ausentar-se, meu amigo,ele sabe que Jarbas não tem chances, contra a máquina do governo.
E...quem é Mirian? Num sei não! A não ser que a eleição seja só Caruaru!!!! Péssima escolha!!!!
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