Excelente reportagem do Diário de PE neste domingo:
Sensação de visão turva, borrada ou embaçada, alteração na percepção das cores, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar de perto e de longe são os sintomas mais evidentes da catarata, doença comum que afeta os olhos.
Dejanira confirmou avanços da cirurgia e hoje consegue até dirigir sem óculos. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press - 22/9/09
Embora tenha tratamento, o problema é apontado como a maior causa de cegueira tratável nos países em desenvolvimento. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, dos 45 milhões de deficientes visuais do mundo, 40% ficaram cegos devido à catarata.
Não há estudos epidemiológicos que estimem o número de brasileiros diagnosticados com catarata anualmente. No entanto, especialistas acreditam que ao menos 100 mil pessoas são vitimadas pelo mal a cada ano no Brasil. Nem todas têm acesso à intervenção que substitui o cristalino por uma lente intraocular capaz de devolver a boa visão. Os hospitais públicos geralmente não têm instrumentos cirúrgicos avançados e as novas técnicas nem sempre podem ser utilizadas nessas unidades.
As pessoas com uma vida longa em algum momento serão atingidas pela catarata senil, tipo mais comum da doença. "O momento ideal para realizá-la varia de acordo com cada caso. Em alguns, o procedimento deve ser feito aos 50 anos de idade, em outros aos 60 ou 70", observa Lee. Segundo ele, a técnica usada atualmente em hospitais bem equipados é menos invasiva. Os avanços tecnológicos contribuem para que o procedimento fique cada dia mais seguro. "Hoje, nosso objetivo é substituir o cristalino, permitir que o paciente tenha boa visão e tentar fazer com que ele fique livre dos óculos de grau, o que é possível com os cálculos biométricos que fazemos", afirma.
A dona de casa Dejanira Garcia de Andrade, 71 anos, fez a operação de catarata e não se arrepende. Os óculos bifocais ficaram no passado. "Há 20 anos, esse procedimento era muito mais arriscado, e o pós-operatório, sofrível. A pessoa ficava sete dias internada e mal podia se movimentar. Foi assim com meu padrasto. Todos tinham medo", lembra. Quando foi diagnosticada, a realidade já era outra. "Resolvi me submeter ao procedimento para a substituição do cristalino. Comprovei como a técnica evoluiu. Minha recuperação foi ótima. Operei os dois olhos em 10 dias e não senti dor. Hoje, uso óculos só para leitura", conta.
O oftalmologista Mário Pacini Neto afirma que os avanços na área oftalmológica permitem, hoje, a indicação precoce da cirurgia, possibilitando que os pacientes não fiquem com a visão muito afetada antes de operar. "A catarata em estado avançado deixa o cristalino mais resistente e demanda maior quantidade de ultrassom e de energia no olho para quebrá-lo e substituí-lo. Por isso, desde que os sinais se manifestem e a doença seja diagnosticada, o quanto antes a operação for feita, menores os riscos, as chances de complicações e uma melhor recuperação do paciente", garante Pacini Neto.
O médico alerta que, embora segura, a cirurgia não é simples. "Os riscos são raros, mas podem acontecer. Os mais leves, como a elevação da pressão intraocular, irritação ou inflamação inespecífica não acometem nem 7% dos operados. Os mais graves, como deslocamento da retina, impossibilidade de implante da lente e infecção acontecem em menos de 1% dos casos", assegura.
O que é a catarata?
A catarata é uma doença que deixa o cristalino - lente natural dos olhos - parcial ou totalmente opaco. Como o próprio nome sugere, o cristalino é uma estrutura transparente que permite que a luz chegue ao fundo de olho de forma nítida. A catarata é uma lesão ocular que impede que a luz passe de forma correta, fazendo com que a imagem chegue borrada ao fundo do olho
- Pelo menos 100 mil pessoas são acometidas pelo mal por ano no Brasil.
- Dos 45 milhões de deficientes visuais do mundo, 40% ficaram cegos pela catarata
Sensação de visão turva, borrada ou embaçada, alteração na percepção das cores, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar de perto e de longe são os sintomas mais evidentes da catarata, doença comum que afeta os olhos.
Dejanira confirmou avanços da cirurgia e hoje consegue até dirigir sem óculos. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press - 22/9/09
Embora tenha tratamento, o problema é apontado como a maior causa de cegueira tratável nos países em desenvolvimento. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, dos 45 milhões de deficientes visuais do mundo, 40% ficaram cegos devido à catarata.
Não há estudos epidemiológicos que estimem o número de brasileiros diagnosticados com catarata anualmente. No entanto, especialistas acreditam que ao menos 100 mil pessoas são vitimadas pelo mal a cada ano no Brasil. Nem todas têm acesso à intervenção que substitui o cristalino por uma lente intraocular capaz de devolver a boa visão. Os hospitais públicos geralmente não têm instrumentos cirúrgicos avançados e as novas técnicas nem sempre podem ser utilizadas nessas unidades.
As pessoas com uma vida longa em algum momento serão atingidas pela catarata senil, tipo mais comum da doença. "O momento ideal para realizá-la varia de acordo com cada caso. Em alguns, o procedimento deve ser feito aos 50 anos de idade, em outros aos 60 ou 70", observa Lee. Segundo ele, a técnica usada atualmente em hospitais bem equipados é menos invasiva. Os avanços tecnológicos contribuem para que o procedimento fique cada dia mais seguro. "Hoje, nosso objetivo é substituir o cristalino, permitir que o paciente tenha boa visão e tentar fazer com que ele fique livre dos óculos de grau, o que é possível com os cálculos biométricos que fazemos", afirma.
A dona de casa Dejanira Garcia de Andrade, 71 anos, fez a operação de catarata e não se arrepende. Os óculos bifocais ficaram no passado. "Há 20 anos, esse procedimento era muito mais arriscado, e o pós-operatório, sofrível. A pessoa ficava sete dias internada e mal podia se movimentar. Foi assim com meu padrasto. Todos tinham medo", lembra. Quando foi diagnosticada, a realidade já era outra. "Resolvi me submeter ao procedimento para a substituição do cristalino. Comprovei como a técnica evoluiu. Minha recuperação foi ótima. Operei os dois olhos em 10 dias e não senti dor. Hoje, uso óculos só para leitura", conta.
O oftalmologista Mário Pacini Neto afirma que os avanços na área oftalmológica permitem, hoje, a indicação precoce da cirurgia, possibilitando que os pacientes não fiquem com a visão muito afetada antes de operar. "A catarata em estado avançado deixa o cristalino mais resistente e demanda maior quantidade de ultrassom e de energia no olho para quebrá-lo e substituí-lo. Por isso, desde que os sinais se manifestem e a doença seja diagnosticada, o quanto antes a operação for feita, menores os riscos, as chances de complicações e uma melhor recuperação do paciente", garante Pacini Neto.
O médico alerta que, embora segura, a cirurgia não é simples. "Os riscos são raros, mas podem acontecer. Os mais leves, como a elevação da pressão intraocular, irritação ou inflamação inespecífica não acometem nem 7% dos operados. Os mais graves, como deslocamento da retina, impossibilidade de implante da lente e infecção acontecem em menos de 1% dos casos", assegura.
O que é a catarata?
A catarata é uma doença que deixa o cristalino - lente natural dos olhos - parcial ou totalmente opaco. Como o próprio nome sugere, o cristalino é uma estrutura transparente que permite que a luz chegue ao fundo de olho de forma nítida. A catarata é uma lesão ocular que impede que a luz passe de forma correta, fazendo com que a imagem chegue borrada ao fundo do olho
- Pelo menos 100 mil pessoas são acometidas pelo mal por ano no Brasil.
- Dos 45 milhões de deficientes visuais do mundo, 40% ficaram cegos pela catarata
0 comentários:
Postar um comentário