Você considera o projeto de lei de Gilvandro Estrela sobre o Nepotismo...

Blog de Inaldo

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O líder - O empresário Moacir Cintra(a direita), sobrinho do ex-prefeito Cintra Galvão e um dos homens ricos de Belo Jardim, é quem lidera hoje os cinco vereadores da oposição. Se Valdemir Cintra (PTB) for bem votado para deputado estadual, ele disputará a prefeitura em 2012.


COMENT|O
Só falta saber o que Moacir considera uma boa votação. Se espera que Valdemir tenha mais votos que o candidato de Cintra, vai dar com os burros n'água.

Resultado da enquete

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Você considera o projeto de lei de Gilvandro Estrela sobre o Nepotismo...

Essa foi a pergunta da mais recente enquete do blog. Eis as respostas:

Desnecessário, já que há uma lei nacional (18%)

Necessário, já que em Belo Jardim, não se cumpria (43%)

Jogada de marketing do vereador (38%)


Individualmente, a resposta que mais teve citações foi a de que a Lei do vereador foi necessária. Mas se somarmos as outras duas opções, com respostas ácidas a ele, o resultado é 56%



Gilvandro e a lei Anti-nepotismo

Olá, amigos leitores.

Já estou na cidade, e aos poucos me ponho a par dos acontecimentos políticos. Atyrevome a comentar alguns deles.

Vocês que são assíduos ao blog já notaram que eu não tenho lá...digamos...muita simpatia pelo mandato de Gilvandro Estrela, embora no campo pessoal ele não me feda nem cheire. Tenho pouquíssima aproximação com ele.

Talvez fosse de se esperar que eu, que já o critiquei uma penca de vezes aqui mesmo no blog o condenasse pelo episódio das demissões que estão sendo feitas em função da lei anti-nepotismo.

A verdade, caros e parcos, é a seguinte:

Por mais bizarra, tosca e contraditória que a Lei pareça ser, ela é uma lei de alcance NACIONAL.

O prefeito devia fazer essa lei ser cumprida sem que nenhum vereador elaborasse uma lei parecida aqui na cidade, afinal, se a Lei vale pro Brasil todo, tem de valer para Belo Jardim também.

O que levou Gilvandro a elaborar essa Lei? Não sei. Pode demasiado apego pelas leis em funcionamento no Brasil? Duvido muito, mas não posso provar que não seja. Pode ser excesso de vontade de aparecer? Quem sabe...

O fato é que, ao pé da letra, o vereador NÃO ESTÁ ERRADO E NÃO PODE SER ACUSADO DE NADA.

É uma lei com a quel eu NÃO CONCORDO. Mas é uma Lei, e, assim, tem de ser cumprida por quem ache bom e por quem ache mau.

O prefeito podia ter a pretensão de VETAR A LEI. Mas não quis, e deve saber muito bem por que quis.

Os outros 9 vereadores votaram a favor da LEI.

Por todos os fatos acima, a mim me parece que não há do que se acusar Gilvandro Estrela (ao menos nesse caso).

Lembro que na oportunidade da elaboração do projeto, houve blog na cidade que parabenizou o vereador pela iniciativa. E agora, em função das DEMISSÕES GERADAS PELA APROVAÇÃO DA LEI, o mesmo blog critica o prefeito. Soa estranho isso... Como você é a favor de uma lei, mas é contra o efeito dessa lei?

Quanto às arengas que Gilvandro têm arrumado, é de se esperar que o vereador tenha mais cautela, afinal, não se faz omelete sem quebrar os ovos (embora Dilma, mesmo quebrando ovos, não consiga fazer omeletes-hehehhe).

A lei de sua autoria está sendo vista como a responsável por inúmeras demissões na cidade, e é essa pecha que ele terá de aturar por certo tempo

Seleção do SESC

FHC bota furando em Lula

Quem falou, na verdade, escreveu, nos jornais deste domingo, foi o ex-presidente FHC.

Como dizemos por aqui, colocou furando em Lula:


Sem medo do passado

Fernando Henrique Cardoso

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas estão o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse: "O Estado sou eu." Lula dirá: "O Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições. Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo o que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote - o governo do PSDB foi "neoliberal" - e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social. Os dados dizem outra coisa. Mas os dados, ora, os dados... O que conta é repetir a versão conveniente. Há três semanas Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da Lei de Responsabilidade Fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobrás, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal. Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões, e junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado. Esqueceu-se dos investimentos do Programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao País. Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no País.

Esqueceu-se de que o País pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio. Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI - com aval de Lula, diga-se - para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte. Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo o que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista. Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobrás, citado por Adriano Pires no Brasil Econômico de 13/1: "Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobrás produzia 600 mil barris por dia e tinha 6 milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela."

O outro alvo da distorção petista se refere à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia. Os fatos são diferentes: com o real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo. De 1995 a 2002 houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa-Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram num município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para Estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo. O Bolsa-Escola atingiu cerca de 5 milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outros 6 milhões, já com o nome de Bolsa-Família, englobando numa só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel para a realidade; o programa da aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa Toda Criança na Escola trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos. Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje mais de 3 milhões de idosos e deficientes (em 1996 eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.

Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, foi presidente da República

Dilma e os ovos

Em um dos poucos momentos de descanso nos últimos dias, fui flagrado assistindo-vejam vocês- a Rede TV. E quem estava lá? Ela mesma...DILMA. No programa de Luciana Gimenez, aquela magnífica apresentadora .

Não vou dizer a vocês as impressões que tive. Prefiro que leiam o texto que segue, escrito por Reinaldo Azevedo. Só adianto a vocês que nem omelete a criatura sabe fazer. Mas claro, a culpa não é dela. É da panela

AUDIÊNCIA DO SUPERPOP, DE LUCIANA GIMENEZ, FOI A PIOR DO ANO COM DILMA ROUSSEFF



A CAMPANHA NA TV
A ministra Dilma Rousseff tenta fazer uma omelete no programa de Luciana Gimenez

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do presidente Lula na sucessão presidencial, participou na semana passada do programa Superpop, da Rede TV!, apresentado pela magnética Luciana Gimenez. O ponto alto foi televisionado de uma cozinha improvisada nos bastidores, onde a ministra se propôs a fazer uma omelete. “Se não der certo, você ajeita”, disse a ministra. Não deu. Saiu um prato de ovos mexidos. Dilma colocou a culpa na panela. “Tem que ter Tefal”, disse ela, referindo-se ao revestimento antiaderente, marca registrada da empresa francesa SEB. A conversa continuou no palco, diante da audiência predominantemente feminina do programa. Daquele momento em diante, Dilma fez omeletes sem quebrar ovos, prato típico do político com cargo no Executivo e que não pode perder uma chance daquelas de fazer campanha fingindo não estar pedindo votos. Foi um show de culinária política. Jornalistas amestrados eram chamados no monitor com o objetivo de levantar a bola para a ministra cortar. Ela aproveitou todas as deixas. Saiu aplaudida e feliz de ter tido a oportunidade de se mostrar “gente como a gente”, nas próprias palavras dela.

Nos últimos meses, fazendo de conta que não é o que todo mundo sabe que ela é, Dilma trocou definitivamente os terninhos de ministra pelo figurino de candidata. Fora da cozinha, em eventos em que aparece sempre ao lado do presidente Lula, a ministra tem conseguido tocar sua campanha à Presidência da República sem o menor constrangimento legal e sem chamar a atenção do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os partidos de oposição vêm tentando, sem sucesso, configurar as aparições da candidata à sucessão de Lula como sendo campanha eleitoral antecipada. As reclamações ao TSE são feitas caso a caso. E, uma a uma, elas têm sido indeferidas. Na sexta-feira passada, o ministro auxiliar do TSE Joelson Dias julgou mais uma dessas queixas e decidiu a favor do governo. O magistrado entendeu que nos discursos de Lula, na presença de Dilma, durante as inaugurações da Barragem Setúbal, em Jenipapo, e do câmpus de Araçuaí, ambas em Minas Gerais, não houve “manifestações de apoio a nenhum eventual candidato, menção a candidaturas ou pedido de voto”

Onde anda você?

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Alguns e-mails têm sido enviados por alguns leitores assíduos do blog, perguntado por onde eu ando.

Enquanto Gilvandro Estrela, Ricardo Nunes, Valdemir Cintra, Bruno Galvão, e outros mais dominam a cena plítica na cidade, com entrevistas de um lado e de outro, eu estou de recesso até o domingo dia 7. Provavelmente não irei ao baile municipal que será na oite do sábado dia 6, no Inhumas Clube. Aproveitem.


Segunda, dia 8, o Blog volta ao normal e com novidades.

Casino Puerto Madero



Algum Museu que eu não sei o nome



O Calango chegou o La Bombonera, estádio do Boca Jr



Catedral de Buenos Aires

O bom e o mau...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Tenho acompanhado de forma tímida e discreta o bafafá enre Gilvandro Estrela e Ricardo Nunes.

O mau dessas coisas é que, em síntese, são do mesmo grupo. Embora Ricardo tenha sido candidato por um partido aliado a Cintra e embora Gilvandro se diga oposição ao prefeito (apesar de ter um indicado-Napoleão Ramaho-na Secretarria de Meio Ambiente).

O bom dessas coisas é que muitas verdades são ditas, no calor do debate.

O que disse Ricardo Nunes:

1 - Fez um comentário infeliz Dr. Gilvandro Estrela

2 - Afirma que Gilvandro Estrela disse na Câmara que pouco se importava se fosse reeleito, pois, era vereador para formar o filho.

3 - Diz que merece respeito, POIS É UM CIDADAO BELOJARDINENSE.

4 - Chama Gilvandro de chantagista - Vereador fique pressionando o prefeito Marco coca Cola para conseguir as coisas.

5 - Exigiu respeito do parlamentar e disse que não é moleque.

6 - Vereador Valdemir Cintra não tem nenhuma influencia no seu blog

7 - O Pato está tendo apoio da primeira dama e que a equipe é muito competente.

8 - Duvidou da lealdade politica do vereador Gilvandro para com o prefeito Marco Coca Cola

Gilvandro falou...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Amigos, ainda estou em recesso. Mas mesmo assim, nao consigo passar muito tempo desligado dos acontecimentos de BJ.

Aqui em São Paulo, onde estou agora depois de uns dias em Buenos Aires, fiquei sabendo que o vereador Gilvandro concedeu uma discutível entrevista à Rádio 104FM.

Gostaria que algum de vocês escrevesse ao blog comentando sobre ela, detalhando para que eu publicasse.

Em abraço e até qualquer momento.

Sebastiao Lopes

domingo, 31 de janeiro de 2010

Fiquei sabendo do falecimento do ex-prefeito e ex-vereador Sebastiao Lopes (desculpem a falta do acento til, mas o teclado aqui em Buenos Aires nao tem).
Estou ausente e desconheço as circunstâncias, mas havia tempo que estava doente.
O blog lastima e se solidariza com a família, amigos e eleitores.

Incêndio destrói mais de 100 mil ovos em granja de PernambucoPrédio

Que empresa foi essa?



Um incêndio em uma granja destruiu mais de 100 mil ovos, na manhã desta quarta-feira (27), na zona rural da cidade de Belo Jardim (PE). Segundo o Corpo de Bombeiros de Caruaru (PE), ninguém ficou ferido. A empresa fica no km 5 da PE-180, que liga as cidades de Belo Jardim e São Bento do Una (PE).

O tenente André Henrique disse ao G1 que o fogo começou por volta das 3h, mas o pedido de socorro foi feito às 4h30. O incêndio foi controlado por volta das 9h

Entrevista com Jarbas Vasconcelos

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Pra quem acha que Jarbas tem medo de enfrentar Dudu, posto texto do Diário,



Sem demonstrar pressa ou açodamento, para usar um termo que ele costuma empregar, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) mantém-se firme no propósito de só decidir depois do carnaval ou mesmo em março se será mais uma vez candidato ao governo do estado.

Foto: Julio Jacobina/DP/D. A Press
Entre os partidos de oposição, porém, o discurso é de pressão total. Todos, PSDB, PPS, DEM e o próprio PMDB, não cogitam outro caminho para as eleições de outubro a não ser o de ter o senador na cabeça da chapa. Mas, a despeito da ansiedade oposicionista, Jarbas segue no seu ritmo. Observa que, se nem o governador de São Paulo, José Serra (presidenciável do PSDB), resolveu "as coisas", nem o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), decidiu ainda se é candidato ao Senado ou a vice, "por que essa pressa em decidir aqui, num estado tão importante como Pernambuco?".

Ontem, durante a festa de aniversário da deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB), o senador encarou todas as perguntas numa espécie de coletiva improvisada no restaurantes Spettus, no Derby. Demonstrou incômodo com a agressividade dispensada a ele pelos adversários, mesmo estando 40 dias calado. Irônico - e em alguns momentos bem humorado -, afirmou que querem lhe colocar um guizo, quando na realidade o guizo está pendurado no pescoço dos governistas. Disse até mesmo que rebateria no mesmo tom, caso o presidente Lula (PT) o chamasse de babaca, como fez com o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) na semana passada.

Jarbas reiterou, porém, que não deve ficar refém da oposição no que diz respeito à sua decisão de disputar ou não o governo. Aliás, em dado momento, deu a entender que se que sente pouco à vontade com a pressão dos aliados. "De um lado, tenho sido agredido todos os dias por adversários e, do outro, jogado no canto da cerca por correligionários". E mais: avisou que "metade" dos seus amigos o quer longe da disputa e que isso pesará na sua decisão. "Amigo é diferente de correligionário", pontuou, indicando que, mesmo disposto a rebater ataques e a se posicionar em defesa do grupo político que integra, a definição sobre o seu futuro não é das tarefas mais banais. Pesarão não apenas vontades, apelos. A questão pessoal será levada em conta. Vale lembrar que por várias vezes em 2009 ele declarou que, mesmo não se excluindo do processo, não está lá tão motivado para um novo embate nas urnas. Confira, abaixo, os principais trechos da entrevista.

O senhor está determinado a manter o mistério sobre a decisão até o "último capítulo"?

Em política não há mistério. Tenho que acompanhar não só a política local, mas, sobretudo, a questão nacional que está ainda muito confusa para mim. Mas tem tempo para isso. A gente está terminando janeiro, volto a Brasília em 1º fevereiro e vou acompanhar isso. Não conversei mais com Serra e pretendo conversar com ele nos próximos dias, pra gente trocar ideia sobre isso.

O que pensa sobre a declaração de Sérgio Guerra (líder do PSDB) de que, caso o senhor não seja candidato, o PSDB sairá sozinho?

Ele cunhou um frase que para mim é lapidar e exemplar. A oposição não vai ficar refém de Jarbas nem Jarbas dela. Pronto. Nem a oposição fica refém de mim, nem eu da oposição.

A neutralidade na campanha já anunciada pelo prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Elias Gomes, lhe preocupa? Vai interferir na sua decisão?

Sinceramente, não. Toda eleição tem isso. Tem pessoas que se expõem, outras, não. Tem gente que diz isso e depois entra na campanha. Se ele (Elias) diz que a prioridade dele é a administrativa, eu concordo. Jamais, na minha vida, tomaria uma decisão importante como essa usando subterfúgios, terceiros, escapatórias.

Como está a sua cabeça neste momento, em relação à sua decisão?

Aproveitei bem o recesso. Estou bem de saúde, bem de cabeça, bem de espírito.

Como avalia o fato de o senhor, mesmo estando um mês em silêncio, ter sido alvo de tantas declarações de governistas?

A política de Pernambuco está mudando para pior. Eu cheguei aqui (no Recife) no dia 17 de dezembro, hoje (ontem) já é 26 de janeiro e não dei entrevista, mesmo tendo sido solicitado. Ainda assim, de um lado tenho sido agredido todos os dias por adversários e, do outro, jogado no canto da cerca por correligionários. É uma situação para mim sui generis.

Por que isso acontece?

Acho que está se preparando em Pernambuco um quadro de muita agressividade, mentira e subterfúgios. Quando a gente está calado e começam a dizer que a gente é figura agressiva, agarrada ao passado, é uma forma de preparar uma campanha pequena, mesquinha, preocupada em detratar o advsersário.

Isso terá algum peso em sua decisão?

Não. Já disputei muitas eleições em Pernambuco. Ganhei oito e perdi duas. Disputei eleição no filé, filé grande, bonito, e no osso horroroso. Então, estou acostumado a isso. Eu quero tempo. Posso falar com muita clareza que quero tempo. Se Serra não resolveu as coisas dele, se Aécio ainda tem dúvida se é candidato ao Senado ou a vice, por que essa pressa em decidir aqui, num estado tão importante como Pernambuco?

O que tem a dizer a quem lhe agride?

Não vou dizer nada. Já sou agredido calado, imagine falando.

E se fosse chamado de babaca por Lula?

Na hora ele teria a resposta. Ele vem amanhã aqui. Manda ele me chamar de babaca...

Como observa as análises de que os governistas, ao mesmo tempo em que querem disputar com o senhor, estariam, na verdade, com medo de enfrentá-lo?

Tenho visto as duas tendências. Um me degradando agredindo e outras, no subterrâneo, torcendo para que eu seja candidato. O que eu vou dizer? Nada. Nem acho bom, nem ruim. Tenho que cuidar da minha estratégia, que já está definida.

Qual é a estratégia?

Aguardar, analisar. Em política não se dá passo em falso. Quando se dá um passo em falso em política leva-se um tempo para se consertar.

Acha que na campanha a agressividade será intensificada?

Todas as colunas já abordaram essa coisa de o governo achar que vou desencadear uma campanha agressiva. Por que eu vou fazer isso? Ganhei eleições com campanhas de alto astral. O que foi que mudou no meu temperamento para eu fazer uma campanha agressiva? É uma velha tática, que conheço, de tentar botar o guizo na pessoa quando o guizo está pendurado em quem quer colocar. Isso aí para mim não cola, mas é bom porque me adverte, dá tempo pra pensar. Tem muita gente querendo fazer os outros de bobo e besta. Mas não sou bobo ou besta.

Os adversários querem lhe fazer de besta?

Vocês acham que Silvio Costa (deputado federal do PTB) falaria sozinho, quem estava calado como estava, envolvido com os problemas do filho? Acha que iria sozinho para uma emissora de rádio se não fosse acordado 6 horas da manhã para trazer a Camargo Corrêa para cá?

O que acha das comparações entre as gestões? Lula quer isso no cenário nacional e aqui também já há essa intenção por parte do governo...

Não sei da minha decisão, mas se eu for candidato a governador tudo o que quero é uma comparação. Tudo o que eu quero na minha vida é uma comparação. No papel cabe tudo, em vídeo de televisão cabe tudo.

Como observa o fato de ter gente no próprio PMDB torcendo para que o senhor opte por não concorrer?

Metade dos meus amigos (não querem). Tenho um círculo de amizade bastante razoável. Metade quer e a outra metade, não.

E isso vai pesar no momento da decisão?

Isso aí pesa. Porque amigo é diferente de correligionário.

Nepotismo em BJ e Férias do Blog

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Amigos, mas uma vez passarei alguns dias ausentes da cidade, fazendo pouco uso de computadores, e por isso mesmo, o blog permanecerá mais alguns dias sendo pouco atualizado. Manterei uma enquete neste período e esporadicamente, escreverei alguma coisa.

Quero, por enquanto, falar sobre os comentários da lei antinepotismo, que, finalmente, deverá ser aplicada em nossa cidade.

Privo-me de falar sobre a lei, pois todos já conhecemos. Sabemos que foi de autoria de Gilvandro Estrela, mas que TODOS 10 votaram a favor.

Muitos servidores deverão ser exonerados por possuírem vinculo familiar com prefeito, vice-prefeito e secretários.

Ora, gente. É uma lástima que pessoas percam o emprego? Claro que é.

Mas seria uma lástima maior ainda se o prefeito não fizesse cumprir o que reza a lei. Aliás, demorou demais para isso.

Vi muita gente criticar o fato do prefeito ter perdido o prazo para vetar a lei. O governo não deve vetar essa lei, por que há uma decisão em nível NACIONAL pelo fim do nepotismo.

Vejam bem: EU SOU A FAVOR DO NEPOTISMO. Eu penso que se são cargos de CONFIANÇA, não deve haver impedimento algum em serem preenchidos por pessoas parentes.

Mas eu sou mais a favor ainda do cumprimento da Lei.

Tem muita gente aí que quando Gilvandro apresentou o projeto, aplaudiu e escreveu os blogs rasgados elogios ao vereador. Essa mesma gente agora critica porque o prefeito não barrou o projeto.

VOCÊS ENTENDEM ISSO? EU NÃO.

Como você pode ser a favor da lei, mas é contra que o prefeito aplique a lei?


Será que o porefeito devie NÃO APLOICAR a lei pelo fato de o Grupo Mendonça não ter como aliados os governos do estado e federal para abrigar seus apadrihados políticos, como sugeriu Nilto Senhorinho em seu blog? Será que o princípio que rege as contratações e o funcionamento da máquina deve mesmo ser esse?

É essa a diferença entre a direita e a esquerda. Nós, direitosos e filhotes da ditadura, como eles nos chamam, não solapamos leis, nem jogamos com elas apenas nos momentos em que nos apraz.

É de esperar, ou ao menos de se sugerir ao prefeito que proceda um concurso público e recomende a essas pessoas que serão demitidas que se submetam a ele. Aí sim, nada mais nem ninguém poderá afastá-las de suas funções.

Pondo fim a essa conversa, e em resumo, a pisadinha é essa:

DURA LEX, SED LEX. A lei é dura, mas é a lei.

Não importa se eu sou a favor dela ou não (e eu NÃO SOU A FAVOR DESSA LEI). Não importa se a lei faz seu amigo, seu vizinho ou sua tia serem demitidos. É A LEI, cara de fuinha. Tem que ser cumprida. Nem precisa Gilvandro para essa lei funcionar. É NACIONAL

Quem disse a frase?

“Aqui, eu fui morar na Vila Carioca, que dava enchente todo final de ano. Não é de hoje que dá enchente. Naquele tempo, eu trabalhava nos Armazéns Gerais Colúmbia… A gente, muitas vezes, NÃO IA TRABALHAR porque a [avenida] Presidente Wilson enchia e, OBVIAMENTE EU GOSTAVA PORQUE EU NÃO TINHA DE TRABALHAR”.


Adivinhem quem disse essa pérola.


Lula, é claro.

Eu não comento mais as frases desse camarada. Como diriam meus primos e irmãos, "Aí dentro".

Denúncia e resposta

O amigo blogueiro da capital da Sulanca, Santa Cruz (a terra com mais blogs por metro quadrado), Joseilson Chagas, escreveu denúncia ao blog. Vejam


Joseilson Chagas

"Meu caro Wagner, recebi uma denúncia de uma estudante de Belo Jardim que veio para Santa Cruz, segundo ela há um ano ela espera a transferência escolar e está sem estudar desde então. a escola é a de Xucuru".
Nome da aluna: Isabela Clemente da Silva - 2º ano de estudos gerais.

Por favor gostaria que você se informa-se a respeito.


O diretor de ensino, Jadilson Gonçalves se prontificou e deu a resposta ao caso:


Caro amigo Wagner, estou aqui apenas para fazer um breve esclarecimentos, a respeito da transferência acima citada, pelo seu leitor(a), no Distrito de Xucuru. Creio que está havendo algum conflito de informação, como bem sabemos, uma transferência tem até 60 dias para ser emitida, contudo o aluno recebe uma declaração no ato do pedido de transferência, que lhe garante fazer sua matricula em qualquer parte deste país, quero com isso apenas salientar, que a transferência da aluna, Isabela Clemente da Silva - 2º ano, não é documento expedido pela escola em questão, em se tratando de ensino médio, nossas escolas de Distritos são apenas anexo da Escola Frei Cassiano, assim sendo, oriento a quem desejar qualquer transferência em nível médio ou normal médio, de nossas escolas municipais, se dirigirem a Escola Frei Cassiano, já tais documentos são emitidos apenas pela escola mantenedora.
Um forte abraço
Jadilson Gonçalves.

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