A correria tem sido tão intensa, caros e parcos, que alguns assuntos me têm escapado para tratar com vocês.
Vocês viram Lula nas obras da transposição?
Entendem por que eu o abomino?
Esse mau elemento gastou 400 mil reais pra fazer o que ele mesmo chamou de COMÍCIOS.
Praquem ainda não está por dentro, vejam os textos a seguir:
Ao lado da ministra e do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), possíveis candidatos à Presidência da República em 2010, Lula começou seu discurso na quarta-feira passada (14) em Buritizeiro (MG) falando em "comício". "Primeiro, eu queria dizer para vocês que no nosso projeto original de fazer essa viagem, não estava previsto a gente fazer comício, estava previsto a gente visitar as obras", afirmou, sem corrigir o fato de ter utilizado a palavra.
O G1 entrou em contato com a Presidência da República para comentar ab representação dos partidos e ainda aguarda resposta.
O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta terça que Lula não está fazendo campanha antecipada para Dilma. “Informei ao presidente de maneira bem clara que tudo que o ele está fazendo de mobilidade no país está sendo feito dentro da lei, dentro da Constituição. A lei é absolutamente clara, ela reserva um determinado período em que ações como essas não podem ser realizadas porque são consideradas ações dentro do período eleitoral. Num regime democrático, o administrador tem não só o direito como o dever de prestar contas à sociedade”, disse.
A viagem do presidente para vistoria das obras do São Francisco, porém, foi criticada nesta terça pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. "Ninguém pode impedir o governante de governar e existe sempre a mais valia natural dos candidatos vinculados ao governo. Agora, é lícito transformar um evento rotineiro num comício? Entendo que não. Certamente o órgão competente da Justiça tem que ser chamado para evitar esse tipo de vale tudo", disse Gilmar Mendes em evento no Rio de Janeiro.
Ações
O PT, o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff são alvo de diversas representações protocoladas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a acusação de propaganda irregular e campanha antecipada. No entanto, todas as ações analisadas até agora acabaram rejeitadas.
No último dia 8, o TSE negou uma ação protocolada pelo PSDB, que pedia a aplicação de multa contra o PT e Dilma, por propaganda eleitoral antecipada. Por unanimidade, os ministros consideraram que a veiculação do programa partidário do dia 23 de maio não ultrapassou os limites permitidos pela legislação eleitoral.
Também no dia 8, o TSE negou outra representação, na qual os tucanos acusavam os petistas de terem usado o horário destinado a propaganda partidária com o propósito de fazer propaganda eleitoral em favor de seus filiados.
Em maio, a Justiça Eleitoral já havia negado uma representação apresentada pelos tucanos. Na ocasião, o PSDB acusou o presidente e a ministra de terem feito campanha antecipada durante o Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas, realizado nos dias 10 e 11 de fevereiro, na capital brasileira.
O TSE julgará em data ainda não definida outro processo protocolado pelo PSDB, no qual o partido acusa o PT, o presidente Lula e Dilma de campanha antecipada durante inauguração de um complexo poliesportivo construído no Rio de Janeiro com dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com o PSDB, o presidente teria feito de seu discurso no evento um “palanque para as eleições de 2010” em favor da ministra.
Lula e Dilma também são alvo de uma representação do PPS, na qual a legenda cita um evento realizado em setembro, no Ceará. Segundo o PPS, Lula teria pedido votos para Dilma nas eleições presidenciais de 2010. O partido cita também que, na ocasião, Lula “chegou a zombar da Justiça Eleitoral ao afirmar que não podia continuar falando muito porque seria pego”.
por Tânia Monteiro
de O Estado de S.Paulo
O governo gastou pelo menos R$ 400 mil com a caravana organizada pelo Palácio do Planalto para levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à Presidência, para os três dias de excursão pela região do Rio São Francisco, onde são realizadas obras de revitalização e transposição. A estimativa de custo é de assessores do Palácio do Planalto. O cálculo oficial ainda não foi feito pela Casa Civil.
O tour presidencial passou pelos Estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Ceará, visitando pelo menos 11 cidades. Em algumas localidades, Lula ficou mais tempo, chegando até a dormir. Em outras, só trocou de avião – usou o Casa C-105 Amazonas para viajar em trechos onde não havia condições de pouso para o Aerolula. Além disso, também percorreu seis trechos de helicóptero.
O custo mais alto é o do helicóptero – cerca de R$ 10 mil a hora de voo. Só de deslocamentos entre os trechos foram quase três horas, sem contar o tempo de ida de suas bases até o local onde foram utilizados. Já a hora de voo do Aerolula é de R$ 4 mil, enquanto a do Casa é de R$ 3,5 mil.
Os aviões Casa também foram usados para levar cerca de 25 jornalistas convidados pelo Planalto à região do São Francisco, a partir de Brasília, por dois dias seguidos, em um trajeto de quase mil quilômetros.
Ainda não se sabe quanto foi o gasto em carros alugados nem qual será o pagamento total com diárias, o que só deverá ocorrer nos próximos dias.
A Presidência não divulgou o número de servidores envolvidos na viagem. Alguns desses dados são sigilosos por causa do número de seguranças. Mas pelo menos cem pessoas participaram da operação. A diária dos servidores é de R$ 178. A dos ministros é mais cara: R$ 458.
PSDB
Hoje, o PSDB registrará requerimento na Casa Civil pedindo a relação dos custos da caravana de Lula às obras do Rio São Francisco. O partido pretende ingressar com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Será a terceira tentativa dos tucanos de enquadrar a ministra Dilma e Lula na Lei Eleitoral – e a sétima da oposição.

1 comentários:
erra teve uma idéia bestial. Perdoem-me os portugueses, mas é dessas idéias de jerico, mesmo. Uma escola estadual no bairro João XXIII, bairro populoso que faz limite com o Butantã, vai ficar sem aulas no período noturno. O motivo para acabar com o curso noturno, segundo o governo Serra, é a violência. Segundo me informaram não é tão violento assim, o que há são alguns alunos usuários de maconha. Ao invés de colocar policiais, a Ronda Escolar, o Serra acaba com o turno das aulas. Os alunos e professores estão fazendo um abaixo-assinado para que essa idéia de jerico seja repensada e dispensada.
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